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Mercado de algodão brasileiro se mantém firme apesar da queda internacional e negociações seguem limitadas

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O mercado brasileiro de algodão encerrou a semana em ritmo lento e com preços estáveis, mesmo diante da queda observada nas cotações internacionais. Segundo levantamento da Safras Consultoria, o setor nacional manteve resiliência, com negociações pontuais e volumes reduzidos, indicando um cenário de cautela entre compradores e vendedores.

Enquanto os preços da pluma recuaram na Bolsa de Nova York, o mercado interno seguiu praticamente inalterado. Na quinta-feira (6), o referencial nova-iorquino registrou queda mais acentuada, mas os compradores brasileiros mantiveram suas bases de preço, demonstrando resistência ao movimento externo.

Preços domésticos permanecem firmes no Sudeste e Centro-Oeste

No polo industrial paulista, a cotação CIF encerrou a semana em torno de R$ 3,50 por libra-peso (sem ICMS) — uma leve alta de 0,57% frente aos R$ 3,48 por libra-peso da semana anterior.

Já em Rondonópolis (MT), o preço médio ficou na faixa de R$ 107,54 por arroba, equivalente a R$ 3,31 por libra-peso, representando um ganho semanal de R$ 0,56 por arroba. O comportamento estável dos preços reforça a falta de alinhamento entre o mercado interno e os referenciais internacionais.

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Imea mantém projeção de área e produção para safra 2025/26 em Mato Grosso

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve suas estimativas para a safra 2025/26 de algodão em Mato Grosso, com área cultivada projetada em 1,46 milhão de hectares — uma redução de 5,65% em comparação ao recorde da safra anterior (2024/25).

O cenário ainda é de incerteza, influenciado pelos baixos preços da fibra e pelos altos custos de produção, que atingem o maior nível desde a safra 2022/23. Além disso, muitos produtores estão concentrados no desenvolvimento da safra de soja, o que pode impactar a decisão final sobre a área destinada ao algodão no próximo ciclo.

A produtividade média foi mantida em 290,74 arrobas por hectare, cerca de 7,74% inferior ao desempenho da safra anterior. Com isso, a produção total de algodão em caroço deve alcançar 6,37 milhões de toneladas, uma queda de 12,95% frente à temporada passada. Já a produção de pluma foi estimada em 2,62 milhões de toneladas.

Exportações crescem em volume, mas receita diminui

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 293,9 mil toneladas de algodão em outubro, ao longo de 22 dias úteis. A média diária de embarques foi de 13,36 mil toneladas, enquanto a receita totalizou US$ 476,9 milhões, com média diária de US$ 21,68 milhões.

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Em relação a outubro de 2024, o volume diário exportado cresceu 4,6% (contra 12,77 mil toneladas diárias no mesmo mês do ano anterior). No entanto, a receita média diária apresentou queda de 5,2%, diante da redução nos preços internacionais da pluma.

Panorama aponta estabilidade com viés de cautela

Com o descompasso entre os mercados interno e externo e as incertezas sobre os custos de produção, o mercado de algodão brasileiro segue operando com movimentos pontuais e postura defensiva. Analistas avaliam que a tendência de estabilidade deve continuar no curto prazo, até que o cenário internacional apresente sinais mais claros de recuperação nas cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso lidera produção de soja sustentável e leva Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

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O Brasil consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais em produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em comparação ao ano anterior.

O avanço demonstra o fortalecimento das práticas sustentáveis no campo e amplia a capacidade brasileira de atender mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Mato Grosso mantém liderança nacional em soja certificada

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso segue na liderança da certificação RTRS. O estado contabiliza mais de 1,22 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas de soja sustentável.

O desempenho mato-grossense reforça a importância do estado para o abastecimento dos mercados internacionais que demandam produtos com rastreabilidade e garantia de produção responsável.

Segundo a RTRS, a liderança é resultado da combinação entre elevada escala produtiva, infraestrutura logística estratégica e forte atuação de empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade agrícola.

Logística e inovação impulsionam certificação

De acordo com Cid Sanches, consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional da RTRS no Brasil, o avanço da certificação em Mato Grosso também está ligado à presença de agentes multiplicadores e ao perfil empresarial dos produtores rurais.

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A atuação de empresas como a Amaggi e de iniciativas regionais de capacitação tem contribuído para ampliar a adesão ao programa.

Outro diferencial está na logística. Grande parte da soja destinada ao mercado europeu é exportada pelos portos do Arco Norte, incluindo Santarém, Manaus e Belém, fator que fortalece a competitividade da produção certificada.

Além disso, o estado reúne produtores com alto grau de profissionalização e maior predisposição à adoção de tecnologias, inovação e processos de certificação.

Matopiba ganha força na agricultura sustentável

Além de Mato Grosso, os estados do Matopiba seguem ampliando sua participação na produção de soja certificada.

Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre os cinco maiores produtores RTRS do país, consolidando a região como uma das principais fronteiras da agricultura sustentável brasileira.

Segundo a RTRS, a predominância de grandes propriedades agrícolas favorece ganhos de escala e torna a implementação da certificação mais eficiente, permitindo que cada unidade produtiva represente um volume expressivo de área certificada.

Brasil ainda tem espaço para ampliar área certificada

Apesar do crescimento expressivo, a certificação RTRS ainda representa uma parcela relativamente pequena da área total cultivada com soja no país.

A entidade avalia que estados da Região Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem potencial para ampliar significativamente sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde cooperativas agrícolas vêm desempenhando papel importante na expansão da certificação.

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Para a RTRS, o avanço da soja sustentável envia uma mensagem clara ao mercado internacional: o Brasil possui capacidade de ampliar a oferta de soja produzida sob critérios rigorosos de sustentabilidade sempre que houver demanda.

Ranking dos estados com maior produção RTRS em 2025
  • 1º Mato Grosso
    • Produção: 4,91 milhões de toneladas
    • Área certificada: 1.228.631 hectares
  • 2º Maranhão
    • Produção: 938 mil toneladas
    • Área certificada: 219.108 hectares
  • 3º Piauí
    • Produção: 820,5 mil toneladas
    • Área certificada: 181.568 hectares
  • 4º Goiás
    • Produção: 525 mil toneladas
    • Área certificada: 114.685 hectares
  • 5º Bahia
    • Produção: 388,3 mil toneladas
    • Área certificada: 91.654 hectares
Soja sustentável fortalece competitividade brasileira

O crescimento contínuo da certificação RTRS demonstra que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia do agronegócio brasileiro. Com mais de 2 milhões de hectares certificados, o país reforça sua posição como fornecedor global de soja produzida com responsabilidade ambiental, social e econômica, ampliando oportunidades comerciais e agregando valor à produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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