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Mercado de Açúcar: Fechamento Misturado em NY; Queda no Etanol Hidratado

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Os contratos futuros do açúcar na ICE Futures de Nova York encerraram de forma mista nesta quarta-feira (26), com os lotes de maior liquidez apresentando valorização, enquanto os contratos de longo prazo registraram queda. O mercado está atento aos impactos das condições climáticas adversas deste início de inverno, incluindo uma seca prolongada que pode afetar a produtividade dos canaviais ao final da temporada.

O contrato julho/24, que expira em breve, fechou a 19,24 centavos de dólar por libra-peso, com um aumento de 14 pontos em relação aos preços anteriores. Já o contrato outubro/24 subiu 2 pontos, sendo negociado a 19,51 centavos por libra-peso. Os demais contratos oscilaram entre alta de 4 pontos e queda de 2 pontos.

Londres e Mercado Doméstico

Em Londres, o açúcar branco fechou em alta para todos os lotes na ICE Futures Europe. O vencimento agosto/24 foi cotado a US$ 569,20 por tonelada, registrando um aumento de 7,50 dólares em comparação ao dia anterior. O contrato outubro/24 subiu 2,80 dólares, alcançando US$ 550,00 por tonelada. Os demais contratos apresentaram elevação entre 10 centavos e 1,50 dólar.

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No mercado interno brasileiro, o Indicador Cepea/Esalq registrou baixa pelo terceiro dia consecutivo nas cotações do açúcar cristal. As usinas negociaram a saca de 50 quilos a R$ 133,44, contra R$ 135,13 do dia anterior, representando uma queda de 1,25% no comparativo. No acumulado do mês de junho, o indicador apresenta desvalorização de 1,75%.

Etanol Hidratado

Por outro lado, o etanol hidratado teve mais um dia de queda, conforme o Indicador Diário Paulínia. As usinas comercializaram o metro cúbico do biocombustível a R$ 2.551,00, frente aos R$ 2.556,50 praticados na véspera, o que representa uma desvalorização de 0,22% no comparativo diário. A volatilidade nos preços reflete o cenário atual do mercado de combustíveis no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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