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Mercado de Açúcar: Após Queda para Mínima em 18 Meses, Contratos Futuros Fecham em Alta

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Os mercados internacionais de açúcar observaram uma reviravolta nesta terça-feira (14), com os contratos futuros apresentando uma valorização significativa após atingirem a mínima de 18 meses na ICE Futures. Esse movimento ascendente foi influenciado pelo cenário desafiador da produção no Brasil, que enfrenta uma estiagem intensa na região centro-sul do país.

Cenário em Nova York

O contrato julho/24 da ICE em Nova York foi negociado a 18,87 centavos de dólar por libra-peso, representando um aumento de 24 pontos em relação ao dia anterior. Durante a sessão, esse mesmo contrato chegou a atingir 18,31 cts/lb, mas se recuperou até o final do dia. Enquanto isso, o contrato outubro/24 foi firmado a 18,88 cts/lb, com outros lotes também apresentando aumentos entre 6 e 20 pontos.

Um corretor norte-americano destacou que o mercado está sob pressão devido ao clima seco no Brasil, o que está acelerando a pressão sobre a produção. Ele observou que, se houvesse algum prêmio de risco relacionado à seca na Tailândia, esse prêmio teria diminuído, conforme reportado pela Reuters.

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Situação em Londres

Na ICE Futures Europe, todas as telas do açúcar branco fecharam em alta. O contrato agosto/24 foi firmado a US$ 553,00 a tonelada, registrando um aumento de 3 dólares em comparação ao dia anterior. Enquanto isso, o contrato outubro/24 teve um incremento de 2,20 dólares, alcançando US$ 528,90 a tonelada. Outros contratos também apresentaram ganhos entre 3,20 e 4,90 dólares.

Mercado Interno

No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou mais uma queda nesta terça-feira. A saca de 50 quilos do açúcar cristal foi vendida a R$ 138,11, frente aos R$ 139,60 do dia anterior, marcando uma redução de 1,07%.

Desempenho do Etanol Hidratado

Por quatro dias consecutivos, as cotações do etanol hidratado, medida pelo Indicador Diário Paulínia, apresentaram queda. Ontem, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.414,50 o m³, comparado a R$ 2.426,50 o m³ praticado no dia anterior, refletindo uma desvalorização de 0,49%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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