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Mercado brasileiro de trigo inicia março com lentidão e pontas afastadas

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Os produtores, cientes de que haverá um déficit significativo entre a produção nacional e a necessidade de moagem – mesmo nas regiões de produção – adotam uma posição defensiva e demonstram pouca flexibilidade em suas pedidas. Os moinhos, de modo geral bem abastecidos, olham para o tombo das cotações internacionais e indicam um interesse de compra que fica distante da pedida do vendedor. Quando surgem negócios de oportunidade, por parte de produtores que precisam fazer caixa e/ou abrir espaço nos armazéns para receber a safra de verão, negócios pontuais são reportados.

Bento explica que o argumento do produtor leva em consideração que, de um potencial de produção próximo a 11,5 milhões de toneladas, o país colheu apenas 8,6 milhões de toneladas. Com isso, mantendo o ritmo de moagem da temporada passada (12,6 milhões de toneladas), o déficit seria de 4 milhões de toneladas. Considerando que, desse montante, 3 milhões de toneladas não terão qualidade suficiente para a produção de farinha (feed wheat), o déficit nacional salta para 7 milhões de toneladas. Quando se estreita essa análise para os estados do sul do Brasil, mantendo os números de moagem da temporada passada (Abitrigo), os déficits estimados seriam: entre 1,0 e 1,3 milhão de toneladas no Rio Grande do Sul, entre 500 e 550 mil toneladas no Paraná e de 300 a 400 mil toneladas em Santa Catarina.

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“Nos mercados gaúcho e catarinense, muitos moinhos estão aumentando a utilização de grãos mais fracos. Isso pode levar a necessidade de uma maior compra de grãos de boa qualidade no exterior para atingir a qualidade de farinha. De olho nessa grande necessidade de aquisições internacionais, quem possui grãos de boa qualidade não demonstra interesse em reduzir suas pedidas”, disse.

Na outra ponta do mercado, os moinhos contam com a queda dos preços internacionais para sustentar sua posição de inflexibilidade em relação a preços. Depois de uma temporada (22/23) em que exportou apenas 3,1 milhões de toneladas e ficou praticamente fora da concorrência com os grandes fornecedores globais, no atual ciclo comercial a Argentina tem um saldo exportável próximo a 10 milhões de toneladas. Sem cotas pré-estabelecidas para vendas internacionais, os preços no vizinho brasileiro estão bastante agressivos. Atualmente, em linha com as cotações do cereal russo, é um dos mais baratos do mundo. A queda em relação ao mês passado é próxima a 10%.

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Fonte: Agência Safras

Fonte: Portal do Agronegócio

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Simpósio mostra como elevar o lucro da pecuária a pasto

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Começa nesta quinta-feira (13.08), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, o III Simpósio de Pecuária Lucrativa a Pasto. O encontro reunirá produtores, técnicos e pesquisadores para discutir estratégias de manejo capazes de aumentar a produtividade e a rentabilidade da criação de bovinos.

A programação será dividida em duas etapas. No primeiro dia, o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) receberá um ciclo de palestras sobre manejo de pastagens, confinamento e conservação de forragens.

O credenciamento começará às 13 horas. As apresentações técnicas serão realizadas das 14 às 18 horas. Entre os temas previstos estão o aproveitamento das pastagens, a alimentação dos animais no período seco, a terminação em confinamento e a produção de volumosos para suplementação do rebanho.

A conservação de forragens permite armazenar capim, milho e outras plantas na forma de feno, silagem ou pré-secado. A estratégia ajuda o pecuarista a manter a oferta de alimento nos meses de menor crescimento das pastagens, reduzindo a perda de peso dos animais e a necessidade de compras emergenciais de ração.

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Na sexta-feira (14.08), o simpósio seguirá com um dia de campo na Fazenda Santa Clara, em Terenos, município vizinho a Campo Grande. A atividade começará às 7h30 e mostrará, na prática, técnicas de produção de feno e pré-secado, conservação de alimentos e organização do sistema produtivo da propriedade.

A proposta é aproximar o conhecimento apresentado nas palestras da rotina das fazendas. Durante o dia de campo, os participantes poderão observar a aplicação das técnicas e trocar experiências sobre custos, alimentação do rebanho e planejamento da produção ao longo do ano.

O evento é coordenado pelo professor Guilhermo Francklin de Souza Congio, do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). A inscrição e a certificação são realizadas pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

São oferecidas 200 vagas. A inscrição custa R$ 230 e dá direito à participação nos dois dias, com carga horária certificada de dez horas.

Serviço

Evento: III Simpósio de Pecuária Lucrativa a Pasto
Data: 13 e 14 de agosto de 2026
Dia 13: credenciamento às 13 horas e palestras das 14 às 18 horas
Local: auditório do Sistema Famasul, Rua Marcino dos Santos, 401, Chácara Cachoeira, Campo Grande
Dia 14: atividades a partir das 7h30
Local: Fazenda Santa Clara, BR-262, km 411, Terenos
Inscrição: R$ 230
Vagas: 200
Inscrições: clique aqui

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Fonte: Pensar Agro

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