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Exportações de carne suína em ascensão: Volume supera fevereiro de 2022, mas receita apresenta leve queda

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As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada na quarta semana de fevereiro superaram em 2,59% o volume registrado no mesmo período de 2022, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal nesta segunda-feira (26). Embora o desempenho em toneladas seja positivo, a receita obtida até o momento neste mês ficou abaixo do total arrecadado em fevereiro de 2023.

A receita atual, totalizando US$ 161.379.555, representa 93,74% do montante obtido no mesmo mês do ano anterior, que alcançou US$ 172.155.977. Apesar do crescimento em volume, as 71.636.667 toneladas exportadas até o momento refletem um aumento de 2,59% em relação ao mesmo período de 2022.

A média diária de faturamento até agora é de US$ 10.758.637, apresentando um incremento de 12,5% em comparação com fevereiro de 2023. Em relação à semana anterior, observa-se um aumento de 2,43%, alcançando US$ 10.502.780.

O volume médio diário de toneladas exportadas registra um crescimento notável de 23,1% em relação a fevereiro de 2023. Comparado à semana anterior, houve um aumento de 2,62%, atingindo 4.775.777 toneladas, enquanto a semana passada totalizou 4.653.562 toneladas.

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No que diz respeito ao preço médio pago por tonelada, atualmente em US$ 2.252.750, observa-se uma redução de 8,6% em relação a fevereiro do ano anterior. Em comparação com a semana anterior, a variação é mínima, apresentando uma ligeira queda de 0,18%, frente aos US$ 2.256.933 anteriores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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IAC-Quepia completa 20 anos e eleva padrão de segurança no uso de EPI agrícola no Brasil

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O programa IAC-Quepia, referência nacional na avaliação da qualidade de equipamentos de proteção individual (EPI) para a agricultura, completa 20 anos com avanços significativos na segurança do trabalhador rural brasileiro. Coordenada pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), a iniciativa será celebrada durante a Agrishow, em Ribeirão Preto, consolidando sua relevância para o setor.

Mercado externo: Brasil ganha protagonismo em normas internacionais

Ao longo de duas décadas, o IAC-Quepia posicionou o Brasil como referência global na avaliação de vestimentas protetivas agrícolas. O programa atua diretamente na adoção e desenvolvimento de normas internacionais, como a ISO 27065, ampliando a inserção do país em debates técnicos globais.

O Brasil também participa ativamente, por meio da ABNT, da construção de normas técnicas internacionais, o que fortalece a credibilidade dos produtos nacionais no mercado externo e abre oportunidades para exportações de EPI agrícola com certificação reconhecida.

Mercado interno: avanço na qualidade e certificação de EPI agrícola

No mercado doméstico, o impacto do programa é direto na indústria e na segurança do trabalhador. Antes da criação do IAC-Quepia, não havia normas técnicas claras nem certificações que garantissem a eficácia das vestimentas utilizadas na aplicação de defensivos agrícolas.

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Com o avanço do programa, fabricantes passaram a buscar certificações baseadas em normas internacionais, elevando o padrão de qualidade dos produtos. O Selo IAC-Quepia tornou-se um diferencial competitivo, assegurando que os equipamentos foram testados e aprovados em laboratório.

Preços e custos: eficiência produtiva e redução de desperdícios

A evolução tecnológica impulsionada pelo IAC-Quepia contribuiu para maior eficiência na produção de EPI agrícola. A redução significativa na reprovação de produtos — entre 80% e 90% ao longo dos anos — indica menor desperdício industrial e melhor aproveitamento de recursos.

Além disso, a transferência de tecnologia para empresas e outros países, especialmente em regiões de clima quente e menor renda, tem contribuído para a redução de custos na produção de vestimentas protetivas, sem comprometer a segurança.

Indicadores: queda expressiva na reprovação de qualidade

Um dos principais indicadores de sucesso do programa é a expressiva redução na reprovação de vestimentas agrícolas produzidas no Brasil. O índice, que já foi elevado no início dos anos 2000, caiu drasticamente com a implementação de testes rigorosos e padronização técnica.

Atualmente, o laboratório do IAC-Quepia, localizado em Jundiaí (SP), é considerado um dos mais completos da América Latina, capaz de realizar todos os testes reconhecidos internacionalmente para avaliação de EPI agrícola.

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Análise: inovação, pesquisa e segurança no campo

A trajetória do IAC-Quepia reflete a integração entre pesquisa científica, setor privado e desenvolvimento tecnológico. O programa surgiu a partir da necessidade de avaliar a exposição ocupacional de trabalhadores rurais e evoluiu para se tornar referência internacional.

A ausência de parâmetros técnicos no início dos anos 2000 motivou a criação de uma estrutura robusta de pesquisa, envolvendo instituições como o IAC, o Ministério do Trabalho, a ABNT e a indústria. Esse movimento resultou na criação de normas específicas e no fortalecimento da segurança no campo.

Além disso, o protagonismo de pesquisadores como Hamilton Ramos contribuiu para consolidar o Brasil como detentor de um dos maiores bancos de informações sobre qualidade de EPI agrícola no mundo.

Com duas décadas de atuação, o IAC-Quepia não apenas transformou a realidade da proteção do trabalhador rural brasileiro, como também elevou o país a um novo patamar de excelência técnica e científica no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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