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Mercado brasileiro de café mantém alta dos preços impulsionada por câmbio e valorização internacional

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O mercado de café no Brasil segue com preços elevados, beneficiado pela alta dos contratos futuros em Nova York e pela valorização do dólar em relação ao real, fatores que favorecem as negociações voltadas para exportação. Com este cenário positivo, produtores estão aproveitando a oportunidade para intensificar as transações.

Na última segunda-feira (11), o mercado físico brasileiro de café registrou aumento nos preços, sustentado pela valorização do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres, além da alta do dólar. Conforme dados da Safras Consultoria, as negociações foram regionalizadas, com produtores capitalizados e dosando a oferta, enquanto compradores mantiveram uma postura cautelosa devido a rumores sobre possíveis problemas logísticos.

No sul de Minas Gerais, o preço do arábica bebida boa com 15% de catação variou entre R$ 1.620,00 e R$ 1.625,00 a saca, acima do valor registrado na sexta-feira, entre R$ 1.600,00 e R$ 1.605,00. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação alcançou R$ 1.630,00 a R$ 1.635,00, frente ao intervalo de R$ 1.610,00 a R$ 1.615,00 registrado anteriormente. O café arábica tipo “rio” (tipo 7) na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 1.320,00 a R$ 1.325,00, contra R$ 1.300,00 a R$ 1.305,00 anteriormente. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, manteve-se em R$ 1.495,00 a R$ 1.500,00, enquanto o tipo 7/8 ficou em R$ 1.490,00 a R$ 1.495,00.

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Exportações de café em alta no Brasil

Em novembro de 2024, as exportações brasileiras de café em grão totalizam 1.195.440 sacas de 60 quilos nos primeiros seis dias úteis, com uma média diária de 199.240 sacas. A receita obtida até o momento é de US$ 339,328 milhões, com média diária de US$ 56,555 milhões, e o preço médio da saca em US$ 283,85. Em comparação com o mesmo período de 2023, a receita média diária aumentou 53,7%, enquanto o volume diário embarcado subiu 1,9%. O preço médio também apresentou alta significativa, 50,9% acima do registrado em novembro de 2023, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Valorização em Nova York e câmbio

Os contratos futuros de café com entrega prevista para março de 2025 subiram 1,27% na Bolsa de Nova York (ICE), alcançando 259,10 centavos de dólar por libra-peso. Na segunda-feira, a posição de março de 2025 fechou em 255,85 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 1,1% em relação ao dia anterior. O dólar comercial também apresentou elevação, com alta de 0,38%, sendo cotado a R$ 5,7926. O Dollar Index registrou uma alta de 0,28%, atingindo 105,84 pontos.

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Indicadores financeiros

As principais bolsas da Ásia fecharam em queda, com Xangai registrando -1,39% e Tóquio -0,40%. Na Europa, as bolsas também operam em baixa, com Paris apresentando -1,38%, Frankfurt -0,97% e Londres -1,02%. Já o petróleo tipo WTI com vencimento em dezembro registrou alta, sendo cotado a US$ 68,37 o barril (+0,48%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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