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Açúcar: Contratos Futuros Apresentam Valorização; Expectativa de Produção Recorde em 2024

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a última sexta-feira (24) em alta nas bolsas internacionais. A previsão de retorno das chuvas na região Centro-Sul do Brasil deve desacelerar o ritmo acelerado de moagem observado em quase todas as unidades produtoras.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato para julho de 2024 foi comercializado a 18,41 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 15 pontos em comparação com o dia anterior. Na semana, este contrato registrou um aumento de 1,5%. O contrato para outubro de 2024 fechou a 18,39 centavos de dólar por libra-peso, subindo 12 pontos. Os demais contratos futuros registraram altas entre 4 e 13 pontos.

De acordo com a Reuters, o Rabobank atribui o recente enfraquecimento do mercado de açúcar ao fato de as usinas brasileiras, principais produtoras mundiais, estarem operando em plena capacidade nas últimas duas temporadas.

“A expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos é que a produção global de açúcar alcance um recorde de 186 milhões de toneladas métricas na temporada 2024/25 (outubro a setembro), ao passo que a demanda deve atingir um recorde histórico de 178,8 milhões de toneladas”, destacou a Agência Internacional de Notícias.

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Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, a sexta-feira também registrou alta em todos os lotes de açúcar branco. O contrato para agosto de 2024 foi negociado a US$ 545,90 por tonelada, uma alta de US$ 6,20 em relação ao dia anterior. O contrato para outubro de 2024 subiu US$ 5,80, sendo negociado a US$ 524,20 por tonelada. Os demais contratos futuros apresentaram aumentos entre US$ 1,10 e US$ 4,60.

Mercado Doméstico

No mercado interno, a sexta-feira registrou queda nas cotações do açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 138,85, contra R$ 139,44 na quinta-feira, uma redução de 0,42%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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