AGRONEGÓCIO

Mercado Avícola: Custos em declínio e exportações em recuperação

Publicado em

Análise do Mercado

O mercado avícola registrou uma recuperação significativa, impulsionada pela queda dos custos de produção e pelo aumento das exportações. Essa conjuntura é especialmente positiva quando comparada ao mesmo período do ano anterior.

Cenário Atual

Os preços da carne de frango permaneceram estáveis ao longo de março, refletindo uma relativa estabilidade no mercado. Os custos de ração continuaram em queda, favorecidos principalmente pelo preço mais baixo do milho e do farelo de soja, contribuindo para uma margem favorável na avicultura.

Perspectivas Futuras

A tendência é de que as margens positivas se mantenham nos próximos meses, com os baixos custos de produção exercendo influência significativa. No entanto, é importante aproveitar as recentes quedas nos preços dos insumos para formação de estoque, garantindo a sustentabilidade do setor no longo prazo.

Desafios e Oportunidades

Apesar do cenário positivo, é necessário cautela quanto ao ritmo de produção, evitando um aumento desproporcional que possa sobrecarregar a oferta doméstica e comprometer os preços. A redução na produção de carne de frango nos últimos meses foi fundamental para sustentar os preços, mas é importante manter o controle para garantir a estabilidade do mercado.

Leia Também:  Mercado de Café em Volatilidade com Impacto das Condições Climáticas no Brasil
Perspectivas de Custos

A redução esperada na produção de milho no Brasil neste ano pode resultar em custos mais elevados no segundo semestre. Portanto, o momento atual apresenta uma oportunidade para formação de estoque a preços mais baixos, garantindo a segurança do abastecimento no futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Atualizado: Senado aprova urgência do PL do Marco Temporal e plenário pode votar ainda hoje

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Sine Municipal tem 11 oportunidades para PCDs e outras 662 vagas

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA