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Meet da Carne aproxima pecuaristas e consumidores para discutir a produção da carne bovina

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A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) promoveu, nesta terça-feira (26), a quinta edição do Meet da Carne, evento aberto ao público e realizado na Associação Rural de Pelotas (RS). O encontro teve como objetivo aproximar pecuaristas, profissionais da pecuária de corte e consumidores, oferecendo um espaço para a troca de informações e experiências sobre o processo de produção da carne bovina.

Na abertura do evento, o presidente da ANC, Joaquin Villegas, destacou a importância da iniciativa, lembrando que o Meet da Carne já passou por diferentes estados, com edições realizadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Villegas enfatizou que o evento busca estreitar a relação entre a associação, os criadores e o público, promovendo um maior entendimento sobre a cadeia produtiva da carne. “O Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo) tem contribuído há 50 anos para a melhoria das raças e da pecuária”, afirmou.

A primeira palestra foi conduzida por Silvia Freitas, superintendente de Registro da ANC, que explicou o conceito por trás do Meet da Carne, criado em 2022. O objetivo é valorizar o pecuarista e conscientizar o consumidor sobre o longo processo que envolve a produção da carne, desde o acasalamento de touros e vacas até o momento da compra no varejo. “O consumidor geralmente foca em escolher uma carne suculenta e macia, mas não tem ideia do trabalho envolvido na produção”, destacou Silvia. Ela ressaltou o papel do Promebo, que oferece informações técnicas e critérios para garantir maior produtividade, lucratividade e satisfação do consumidor.

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A segunda palestra foi ministrada por Flávio Montenegro Alves, presidente do Conselho Técnico da ANC, que detalhou como o Promebo pode ser utilizado como ferramenta de seleção de reprodutores para maximizar a produtividade. Alves comparou os antigos métodos de escolha de reprodutores, baseados principalmente em exposições morfológicas, com os novos critérios que consideram também informações genotípicas. “É essencial avaliar não só o que vemos, mas também o que os dados técnicos e genéticos nos dizem sobre os animais”, explicou.

O evento foi encerrado com uma sessão de perguntas, onde os participantes puderam tirar dúvidas com os palestrantes, seguida de uma confraternização. A realização do Meet da Carne contou com o patrocínio de Supra, Neogen e Alta Progen, e apoio de Foco Pampeano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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