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Mato Grosso domina exportação nacional: Mais de 60% da produção de algodão pluma é enviada para o exterior

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No último mês, Mato Grosso consolidou sua posição como grande exportador de algodão pluma, enviando mais de 60% da produção nacional para o exterior. O volume exportado atingiu 171,38 mil toneladas, marcando um aumento de 73,16% em relação a janeiro do ano passado. Esse desempenho é respaldado pela robusta produção da safra 2022/23 e pela crescente demanda no ciclo atual.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) detalha que, no acumulado da safra 2022/23 (de agosto de 2023 a janeiro deste ano), o volume exportado alcançou 836,23 mil toneladas. Comparando com o mesmo período da temporada anterior, que registrou 697,91 mil toneladas, houve um aumento significativo de 19,82% no comparativo entre os acumulados das safras.

Destaca-se o papel crucial dos grandes consumidores globais da fibra produzida em Mato Grosso, com destaque para a China, que demonstrou uma recuperação na demanda pelo algodão, impulsionando os envios do estado. A China foi responsável por 60,18% dos envios do acumulado da pluma de Mato Grosso.

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Diante da expectativa de uma recuperação na demanda global pela fibra e do aumento na produção da safra 2022/23, o IMEA estima que Mato Grosso exportará 1,71 milhão de toneladas, representando um aumento de 79,40% em relação à safra 2021/22.

Além disso, o avanço da semeadura em Mato Grosso apresentou um progresso de 3,50 pontos percentuais até a última sexta-feira, atingindo 98,87% da área total prevista para o ciclo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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