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Mastite clínica e subclínica: entenda os impactos e a prevenção na pecuária leiteira

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Brasil entre os maiores produtores de leite e desafio da mastite

Com uma produção anual de cerca de 35 bilhões de litros, o Brasil está entre os maiores produtores de leite do mundo. Para manter e expandir essa produtividade, o controle da mastite é um desafio central para o setor.

Segundo o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal, a mastite é a doença mais comum em bovinos leiteiros e uma das que mais impacta negativamente a rentabilidade da produção.

O que é mastite e suas formas clínicas

A mastite é uma inflamação da glândula mamária causada por bactérias, vírus ou fungos. Ela pode se manifestar de duas formas:

  • Mastite subclínica: silenciosa e persistente, sem sinais visíveis no úbere ou no leite. É identificada por meio do Teste CMT (California Mastitis Test), aumento na contagem de células somáticas (CCS) ou cultura bacteriana.
  • Mastite clínica: apresenta alterações visíveis no úbere e no aspecto do leite, sendo mais fácil de detectar.
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Pivoto explica que a forma subclínica é mais comum e, mesmo sem sintomas aparentes, provoca queda significativa na produção e na qualidade do leite, afetando a rentabilidade tanto do produtor quanto da indústria.

Classificação da mastite clínica

A mastite clínica pode ser dividida em três graus:

  • Grau 1: alterações apenas no leite;
  • Grau 2: alterações no leite e no úbere;
  • Grau 3: alterações no leite, úbere e sinais sistêmicos (mais graves).
Fatores de risco e prevenção

Entre os fatores que aumentam o risco da doença estão:

  • Presença de bactérias contagiosas e ambientais;
  • Falhas no manejo da ordenha;
  • Ambientes sujos e úmidos;
  • Baixa imunidade das vacas lactantes;
  • Erros nutricionais e sanitários.

A prevenção depende de mitigar esses fatores por meio de um ambiente limpo e cuidados adequados com os tetos das vacas.

Tratamentos e soluções para a mastite

Para o tratamento da mastite clínica, o uso de anti-inflamatórios é fundamental para garantir o bem-estar animal e conter a progressão da doença.

Entre os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), destaca-se o Tolfedine® CS, à base de ácido tolfenâmico, que é administrado por via intravenosa e apresenta ação rápida e eficaz.

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Dependendo do agente causador e do grau da mastite, outros produtos importantes são:

  • Forcyl®, à base de Marbofloxacina com o conceito exclusivo SISAAB;
  • AcurA®, à base de Ceftiofur, que pode ser aplicado em dose única.
Compromisso com a saúde do rebanho

Com essas soluções integradas, a Vetoquinol reforça seu compromisso em oferecer tratamentos eficazes para a mastite, contribuindo para a saúde dos bovinos e a sustentabilidade da produção leiteira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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