AGRONEGÓCIO

Massey Ferguson apresenta nova série de colheitadeiras axiais MF 9005S com melhorias na gestão de resíduos

Publicado em

A Massey Ferguson apresentou durante a Expodireto Cotrijal, realizada entre os dias 9 e 13 de março em Não-Me-Toque (RS), a nova série de colheitadeiras axiais MF 9005S. A linha passa a identificar todos os modelos axiais da marca nas classes 5, 6, 7 e 8, trazendo melhorias voltadas principalmente à gestão de resíduos e à cobertura do solo após a colheita.

Os modelos que compõem a nova série são MF 9595, MF 9695, MF 9795 e MF 9895. Embora mantenham o design já conhecido da geração anterior, as máquinas chegam ao mercado com atualizações importantes que ampliam a eficiência operacional e proporcionam benefícios agronômicos no manejo da palha.

Segundo Ederson Soares, coordenador de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a nova série representa um avanço na estratégia da marca de aprimorar continuamente suas soluções para o campo.

Novo sistema melhora distribuição da palha no campo

Um dos principais destaques da série MF 9005S é o novo espalhador hidráulico, desenvolvido para proporcionar uma distribuição mais uniforme da palha e da matéria orgânica após a colheita.

O sistema foi projetado para manter eficiência mesmo em operações realizadas com plataformas de grande largura, que podem chegar a até 45 pés.

Leia Também:  BS2 se prepara para ser o banco digital do agronegócio com auxílio da A de Agro

Com essa tecnologia, a cobertura do solo tende a ficar mais homogênea, o que contribui para melhores condições agronômicas no pós-colheita e favorece as operações agrícolas seguintes.

Ajuste direto na cabine amplia controle do operador

O novo espalhador também conta com velocidade variável e controle direto na cabine, permitindo que o operador ajuste o funcionamento do equipamento conforme as condições da colheita, o tipo de cultura e o volume de material processado.

Essa flexibilidade operacional ajuda a melhorar a qualidade da distribuição da palha no campo, resultando em maior proteção do solo contra a incidência direta do sol, redução da perda de umidade e melhores condições para a semeadura da próxima safra.

Picador com acelerador melhora fragmentação da palha

Outro avanço presente na série MF 9005S é o picador com acelerador, que agora opera com transmissão hidráulica e velocidade variável.

A tecnologia substitui o sistema mecânico de duas velocidades utilizado na geração anterior e proporciona melhor fragmentação da palha, facilitando o espalhamento do material sobre o solo.

Esse aprimoramento é especialmente importante em colheitadeiras que operam com plataformas maiores, onde a distribuição uniforme da palha costuma ser um desafio maior.

Leia Também:  Trecho da Av. Barão de Melgaço será totalmente interditado nesta sexta
Melhor cobertura do solo favorece o plantio direto

A combinação entre palha mais bem triturada e distribuição mais precisa contribui para reduzir riscos de embuchamento das máquinas e melhorar a formação da cobertura vegetal no solo.

Essa condição favorece sistemas produtivos como o plantio direto, além de aumentar a eficiência das operações subsequentes realizadas no campo.

De acordo com a fabricante, a tecnologia embarcada nas colheitadeiras não impacta apenas a produtividade durante a colheita, mas também influencia diretamente a qualidade das operações agrícolas seguintes.

Série ganha versão especial com bandeira do Brasil

Além das melhorias técnicas, a nova série MF 9005S também apresenta uma versão especial com a ilustração da bandeira do Brasil.

O elemento visual foi adotado como forma de reconhecer a importância do produtor rural brasileiro e destacar a contribuição do agronegócio para o desenvolvimento econômico e social do país.

Produzidas na unidade da Massey Ferguson em Santa Rosa (RS), as colheitadeiras reforçam, com esse detalhe, sua origem nacional e o compromisso da marca com a indústria e o agro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Published

on

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  BS2 se prepara para ser o banco digital do agronegócio com auxílio da A de Agro

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Embarques de Açúcar: Atualização Semanal

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA