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Marfrig promove evento e reúne 3 mil pessoas em Várzea Grande

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A unidade da Marfrig, em Várzea Grande, realizou mais uma edição da tradicional Festa do Dia das Crianças, que reuniu cerca de 3 mil pessoas entre colaboradores, seus familiares e, principalmente, as crianças. O evento, que faz parte do calendário anual da Marfrig, é aguardado com grande expectativa já que diversas atrações e atividades são oferecidas pela empresa.

Em um ambiente temático, os pequenos participaram de atividades como pula-pula, touro mecânico, brinquedos infláveis, além de desfrutarem de comidas e bebidas gratuitas ao longo do dia. A festa também contou com a distribuição de presentes e momentos de muita interação, proporcionando uma experiência especial para os filhos dos colaboradores.

Bruna Conde, auxiliar de produção da Marfrig, veio de mudança de Manaus (AM), para Várzea Grande (MT), acompanhada do marido Waldrean Conde e comentou sobre a importância da festa para toda a família. “Essa é a nossa primeira vez participando do evento. Além de proporcionar momentos de lazer para as crianças, a festa também é uma oportunidade para nós, pais, nos desconectarmos do trabalho e curtirmos em família,” disse Bruna.

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Já Waldrean Conde, marido de Bruna e pai de Bianca Conde, de 11 anos, destacou a alegria de ver a filha aproveitando o dia. “Minha filha adorou. Ela estava tão ansiosa que chegamos antes de abrir. Para nós, que viemos de Manaus, esse evento é muito especial, já que não temos parentes aqui e a festa nos proporciona um momento de descontração e união”, disse Walfrean que também é colaborador da Marfrig como operador de máquina.

Sentimento confirmado pela filha do casal, Bianca Conde de 11 anos. “Eu estou muito feliz. É a minha primeira vez e é tudo muito legal. Fiquei ansiosa a semana toda esperando esse dia, e quando cheguei aqui, só pensei em brincar. Essa é uma das melhores festas que eu já fui.”

Beibiane Campos, que trabalha como refiladora na Marfrig há quase dois anos, participou da festa ao lado de sua filha Maria Sofia, de 10 anos.

“Essa festa é muito importante para nós, como mães e colaboradoras. Trabalho na Marfrig há quase dois anos e é a segunda vez que trago minha filha. Trabalhamos a semana toda e esses momentos são especiais já que, temos a chance de ver nossos filhos se divertindo e aproveitando em família. A empresa faz um evento incrível e isso só fortalece o nosso vínculo com o trabalho. É uma iniciativa maravilhosa”.

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Para a gerente de Recursos Humanos da Marfrig de Várzea Grande, Cláudia Rodrigues, o evento vai além de um simples momento de lazer. “A Festa do Dia das Crianças é uma tradição muito especial para nós. Ela reforça o nosso compromisso com o bem-estar e a valorização das famílias dos nossos colaboradores. Sabemos que muitos de nossos funcionários se dedicam intensamente durante a semana e, por isso, proporcionar esse momento de alegria para eles e seus filhos é gratificante. A Marfrig acredita que ações como esta fortalecem a relação entre a empresa e os colaboradores, além de criar um ambiente mais acolhedor e humanizado”, concluiu.

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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