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Grande Prova Vinhos do Brasil 2026 divulga os melhores rótulos do país

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A lista dos melhores vinhos brasileiros de 2026 foi divulgada pela Grande Prova Vinhos do Brasil 2026, considerada a maior degustação às cegas de rótulos nacionais. O evento avaliou 1.291 amostras provenientes de 10 estados, consolidando um novo recorde na história da competição.

Organizada pelo Grupo Baco Multimídia, a iniciativa chegou à sua 11ª edição, ampliando a diversidade de categorias e evidenciando o avanço da produção vitivinícola no país.

Avaliação reúne especialistas e instituições de referência

O júri foi composto por 28 especialistas de diferentes regiões do Brasil, incluindo representantes de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Santa Catarina.

O painel contou com profissionais ligados a instituições renomadas, como a Associação Brasileira de Sommeliers, a Wine & Spirit Education Trust e a International Sommelier Guild, além de especialistas com certificações internacionais de alto nível.

Novas categorias ampliam diversidade do concurso

A edição de 2026 trouxe novidades importantes, com a inclusão de categorias como Nebbiolo, Sangiovese, Riesling Renano, Lorena, cortes bordaleses e espumantes sem álcool.

Outra mudança relevante foi a divisão dos vinhos doces e fortificados em categorias distintas: tintos e brancos, ampliando a precisão na avaliação dos rótulos.

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Regiões emergentes ganham destaque

Entre os destaques da edição está o crescimento de regiões fora dos polos tradicionais. O Distrito Federal, por exemplo, teve reconhecimento na categoria Syrah com o rótulo Seu Claudino Superiore Safra 2023, da vinícola Vila Triacca.

O resultado evidencia a expansão da vitivinicultura brasileira, com novas áreas produtoras ganhando espaço e qualidade.

Rio Grande do Sul mantém liderança nacional

O Rio Grande do Sul segue como principal referência do setor, liderando tanto em número de amostras inscritas quanto em premiações, com um total de 300 conquistas.

Além disso, a edição destacou o avanço dos vinhos de dupla poda, que já representam mais de 20% das amostras avaliadas.

Destaques entre os vinhos premiados

Entre os principais rótulos reconhecidos na edição 2026, destacam-se:

  • Tintos
    • Allumé Cabernet Sauvignon – Vinícola Pizzato (RS)
    • Monte Paschoal Gran Reserva Merlot – Vinícola Basso (RS)
    • Eternus Marselan Reserva – Vinhos Frank (RS)
  • Brancos
    • Zanotto Gewurztraminer – Vinícola Campestre (RS)
    • Monte Sant’Ana Savoir Giallo – Vinícola Monte Sant’Ana (RS)
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Os resultados reforçam a qualidade e a competitividade dos vinhos brasileiros no cenário nacional.

Premiação será realizada na Wine South America

A cerimônia oficial de premiação ocorrerá no dia 13 de maio, durante a Wine South America, realizada entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves, um dos principais polos da vitivinicultura brasileira.

Distribuição das premiações por estado

O levantamento também mostra a distribuição dos prêmios entre os estados participantes:

  • Rio Grande do Sul: 46 premiações
  • Minas Gerais: 7 premiações
  • São Paulo: 5 premiações
  • Paraná: 3 premiações
  • Santa Catarina: 3 premiações
  • Distrito Federal: 2 premiações
  • Bahia: 1 premiação
Setor vitivinícola brasileiro mostra expansão e qualidade

Os resultados da Grande Prova Vinhos do Brasil 2026 confirmam o crescimento da vitivinicultura nacional, tanto em volume quanto em diversidade e qualidade.

A presença de diferentes estados e o reconhecimento de novos terroirs indicam um cenário promissor para o setor, com expansão da cultura do vinho e fortalecimento da produção brasileira no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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