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Marfrig e BRF entregam melhorias no bairro Alameda em Várzea Grande

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Projeto coletivo inaugura espaço de estar e sala multiuso
Projeto coletivo inaugura espaço de estar e sala multiuso

O bairro Alameda, em Várzea Grande, viveu neste fim de semana um momento histórico. A Marfrig e a BRF, por meio do Instituto BRF, em parceria com o Instituto Elos, realizaram o Mutirão de Transformação Oásis Alameda, entregando aos moradores um novo espaço de estar e uma sala multiuso, projetados a partir dos sonhos e necessidades da comunidade.

A iniciativa mobilizou frentes de trabalho como limpeza, pintura, paisagismo, instalação de mobiliário e preparação de áreas comuns. Tudo foi feito com a participação ativa dos moradores, que se uniram aos colaboradores num esforço coletivo de construção e cuidado.

Mais do que melhorias físicas, a ação simboliza a realização de sonhos e o fortalecimento de vínculos em um dos bairros mais antigos de Várzea Grande. A Alameda Júlio Müller nasceu como caminho de pescadores e se consolidou como polo industrial com a instalação da antiga Sadia Oeste em 1976, adquirida pela Marfrig em 2019. Parte dessa história e relevância está ligada ao fato da companhhia ser a maior empregadora privada do município.

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Para o gerente administrativo da Marfrig, José Ricardo, o projeto reafirma o papel de acolhimento da empresa junto à vizinhança. “A comunidade da Alameda faz parte da nossa história. Muitos colaboradores são moradores do bairro. Então, justo que possamos retribuir, realizando sonhos e fortalecendo vínculos”, destacou.

A gerente de RH da Marfrig, Cláudia Rodrigues, reforçou que a iniciativa integra a política de responsabilidade social da companhia. “Essas atividades aproximam cada vez mais a empresa da realidade onde está inserida. Realizamos encontros com os moradores, ouvimos suas carências e desejos e, construímos esse projeto que tornou-se realidade”, explicou.

Já a assistente social da Marfrig, Ennye Lee, lembrou que a escolha do espaço de convivência nasceu da escuta ativa da comunidade. “Os encontros mostraram que havia a demanda por um local de leitura, convivência e interação. O mutirão surgiu dessa necessidade”, afirmou.

Para Felipe Denz, facilitador do Instituto Elos, o grande diferencial foi a participação coletiva. “Quando empresas, organizações e moradores se unem, nasce uma força transformadora que aponta caminhos para o futuro do bairro e para os investimentos sociais na região”, avaliou.

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Entre os moradores, o sentimento foi de conquista. Dona Ana Luiza de Araújo, que vive no Alameda há 68 anos, resumiu: “Esse espaço é um sonho que vai beneficiar crianças e famílias. Sempre tivemos o apoio da empresa e agora vemos um desejo antigo se realizar”.

A coordenadora de impacto social da BRF, Gabriele Cândido, destacou que a iniciativa marca uma nova etapa de aproximação. “Esse mutirão é a celebração de uma história construída ao longo do último ano. É o início de uma caminhada de mais oportunidade em conjunto com a comunidade”, disse.

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

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Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

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Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

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Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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