AGRONEGÓCIO

Marcos Lima: Da Avicultura Cearense ao Protagonismo Nacional no Agronegócio

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Marcos Lima, diretor da Integral Agroindustrial, construiu uma trajetória marcada por liderança e inovação no setor de nutrição animal. Proveniente de uma família de empreendedores que transformaram a avicultura no Ceará, ele deu início à sua jornada empresarial aos 18 anos, inspirando-se no legado de sua avó, fundadora da Granja Regina, em 1958. A granja tornou-se uma referência local na produção de ovos, enquanto o ambiente familiar moldou a base de sua carreira. Ao lado dos irmãos Tissiana Lima, diretora da Pole Alimentos, e Victor Lima, diretor da Atlântica Agroindustrial, Marcos contribuiu para expandir a tradição familiar em novos horizontes.

Expansão da Integral Mix e reconhecimento nacional

Aos 20 anos, Marcos começou a atuar no mercado de nutrição animal, arrendando fábricas em Fortaleza (CE). Em 2000, fundou a Integral Mix, inicialmente voltada para a produção de ração avícola. A empresa rapidamente diversificou suas operações, consolidando-se como uma das maiores marcas do segmento no Brasil.

“Minha trajetória começou na Avicultura, como integrado de frango. Hoje, 24 anos depois, celebramos a Integral Mix como uma referência nacional em nutrição animal”, destaca Marcos.

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A visão estratégica foi determinante para o crescimento da empresa, que expandiu suas operações do Ceará para a Bahia e, posteriormente, para o Sudeste e Norte do país. Marcos relembra os desafios e conquistas dessa jornada: “A Integral Mix nasceu do desejo de construir algo grandioso. Sempre acreditamos no mercado nacional como impulsionador de nossos investimentos. Arrendamos e adquirimos fábricas em regiões estratégicas, o que nos permitiu alcançar esse reconhecimento.”

Em 2024, a empresa celebrou um marco com a inauguração de sua quarta unidade, em Paragominas (PA). A nova fábrica reflete o compromisso da Integral Mix com inovação e sustentabilidade, reforçando sua presença no Norte do Brasil. “Paragominas é uma região que me encanta pelo potencial transformador da agricultura e pecuária sustentável. Nossa nova unidade apoia a intensificação da pecuária local e da piscicultura, ampliando nosso impacto positivo na região”, afirma o empresário.

Paixão por cavalos e o Haras Integral

Além de sua atuação no agronegócio, Marcos Lima é um entusiasta da criação de cavalos, paixão que começou na infância. Seu interesse pela raça Quarto de Milha resultou na fundação do Haras Integral, em Fortaleza, voltado para a criação de animais de alta performance, especialmente para vaquejada e outras modalidades esportivas.

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“A história do cavalo está profundamente entrelaçada com a da Integral Mix. A convivência com esses animais me ensinou dedicação, disciplina e paixão, valores que aplico no dia a dia dos negócios”, reflete Marcos.

Com uma trajetória que combina inovação, visão estratégica e amor pelo que faz, Marcos Lima é um exemplo de como tradição e modernidade podem transformar o agronegócio brasileiro, inspirando uma nova geração de empreendedores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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