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Máquinas agrícolas: investimento em piloto automático é aposta para fabricantes aumentarem as vendas

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Apesar das vendas de máquinas agrícolas terem crescido no mês de agosto em relação a julho — foram 5.054 unidades comercializadas, um aumento de 23,3% — o acumulado do ano mostra um cenário de dificuldade para os fabricantes. De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos primeiros oito meses de 2023, foram vendidas 38.611 unidades, 9,9% abaixo das 42.842 máquinas comercializadas de janeiro a agosto do ano passado. Neste contexto, uma das principais estratégias para ajudar a atrair mais vendas é o investimento em tecnologia.

“Os fabricantes perceberam a importância de apostar em produtos mais sofisticados, que já saiam da fábrica com tecnologias para agricultura de precisão e opções de conectividade para monitoramento constante. A intensificação do uso desses recursos influencia no aumento da produtividade lá na ponta e é esse, afinal, o grande objetivo dos produtores”, aponta Marcio Blau, Gerente de Vendas da Hexagon — empresa que desenvolve soluções tecnológicas para o campo.

De olho nesse mercado, os fornecedores de tecnologia apostam no desenvolvimento e aprimoramento de recursos para deixar as máquinas mais atrativas. Uma das soluções mais procuradas é o piloto automático, que permite aos produtores maximizar os recursos de campo e reduzir a repetitividade da trajetória, além de diminuir significativamente a compactação do solo. “O HxGN AgrOn Piloto Automático, por exemplo, é adaptável à maioria dos tratores do mercado, possui acionamento elétrico ou hidráulico, compatibilidade com máquinas predispostas e fácil instalação e integração”, conta Márcio.

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Segundo o Gerente de Vendas, os benefícios como aumento da produtividade e a redução dos custos operacionais estão sempre na lista de prioridades para os produtores, e é imprescindível que os fabricantes se atentem a esses atrativos para vender mais. “Os agricultores estão sempre em busca de maneiras de reduzir custos e produzir mais. Ao incorporar tecnologia de piloto automático em suas máquinas agrícolas e comunicar os benefícios de forma eficaz, os fabricantes podem atender às demandas dos agricultores por máquinas mais eficientes e, assim, impulsionar as vendas. Além disso, demonstrar um compromisso contínuo com a inovação e suporte técnico sólido pode ajudar a construir relacionamentos duradouros com os clientes”, pontua.

Mais sustentabilidade para as operações

Outra preocupação cada vez mais recorrente dos produtores é a utilização de práticas sustentáveis nas operações do campo. Neste sentido, a tecnologia pode ser uma importante aliada. Sistemas de piloto automático e sensores avançados nas máquinas podem permitir uma gestão precisa dos recursos, reduzindo o desperdício de insumos, como água, fertilizantes e pesticidas.

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“Além disso, a coleta de dados em tempo real e a análise dessas informações podem ajudar os agricultores a tomar decisões informadas que beneficiam o meio ambiente, ao mesmo tempo em que melhoram a eficiência das operações agrícolas. Os fabricantes que destacam esses benefícios e demonstram um compromisso com a sustentabilidade estão em uma posição estratégica para atender à crescente demanda por práticas agrícolas mais amigáveis ao meio ambiente”, finaliza Marcio.

Fonte: Dialetto

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granja mineira é a primeira do Brasil a conquistar certificação de alto padrão em bem-estar animal na suinocultura

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Certificação inédita marca avanço do bem-estar animal na suinocultura brasileira

A granja de suínos da Auma Agronegócios, localizada em Patos de Minas (MG), tornou-se a primeira do Brasil a receber a certificação de bem-estar animal da Produtor do Bem. O reconhecimento abrange todas as etapas da produção — gestação, maternidade, creche e terminação — e considera critérios técnicos amplos relacionados à ambiência, sanidade, manejo, alimentação e gestão operacional.

O selo possui validade de um ano e representa a primeira certificação concedida pela entidade no setor suinícola brasileiro, estabelecendo um novo marco de exigência técnica no país.

Protocolo mais rigoroso redefine práticas de manejo no país

O diferencial do modelo está no nível de exigência superior aos protocolos tradicionais utilizados no Brasil e em parte dos sistemas internacionais.

Um dos principais destaques é a adoção do sistema “cobre-solta”, em que as matrizes são inseminadas e, na sequência, alojadas em grupo. A prática elimina o período de permanência em gaiolas após a inseminação — etapa que ainda é comum em diversos sistemas, onde as fêmeas podem permanecer confinadas por até 35 dias.

Segundo especialistas, o modelo favorece maior liberdade de movimento e expressão de comportamentos naturais, sendo considerado uma das práticas mais avançadas em bem-estar animal na suinocultura moderna.

Empresa reforça estratégia de produção responsável e sustentável

Para a CEO da Auma Agronegócios, Lucimar Silva, a certificação consolida o posicionamento da empresa em relação à sustentabilidade e à responsabilidade produtiva.

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O bem-estar animal é tratado como pilar estratégico, diretamente ligado à eficiência produtiva, qualidade dos alimentos e sustentabilidade da cadeia. A executiva destaca que o reconhecimento valida práticas já incorporadas à cultura organizacional e fortalece a governança dos processos.

A Auma já possui outras certificações socioambientais em diferentes atividades agrícolas, e a nova conquista reforça o histórico de produção consciente do grupo.

Melhorias operacionais impactam diretamente os indicadores produtivos

De acordo com o gerente de produção do Ecossistema Auma, Baltazar Vieira, o bem-estar animal é tratado como valor estrutural da operação, com implementação iniciada em 2022.

Entre os resultados já observados estão:

Redução da taxa de natimortos de 8% para 3% após três meses de adoção de enriquecimento ambiental

  • Fim do uso de ocitocina há dois anos
  • Eliminação do corte de dentes
  • Redução do corte de cauda sem aumento de canibalismo

Segundo o gestor, as melhorias em nutrição, sanidade, infraestrutura e capacitação das equipes refletem diretamente no desempenho zootécnico e no valor agregado da produção.

Mercado pressiona por padrões mais elevados de bem-estar animal

A certificação ocorre em um cenário de crescente exigência de mercados nacionais e internacionais por padrões mais rigorosos de bem-estar animal, especialmente em cadeias voltadas à exportação e ao varejo institucional.

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Embora o Brasil ainda adote amplamente sistemas híbridos, a transição para modelos com soltura precoce de matrizes vem avançando, em linha com práticas já consolidadas em mercados europeus.

Soluções como alimentação individualizada em sistemas coletivos também têm sido incorporadas para reduzir disputas e melhorar o desempenho produtivo.

Certificação inédita traz modelo técnico e transparente para o setor

Segundo o diretor-executivo da Produtor do Bem, José Ciocca, o modelo de certificação é estruturado em critérios multinível, com avaliação independente, acompanhamento técnico e apoio ao produtor durante a implementação das melhorias.

O sistema busca garantir não apenas a conformidade, mas também a evolução contínua das práticas de manejo.

“A conquista demonstra que é possível conciliar produtividade com manejo tecnicamente fundamentado. O Grupo Auma avançou além do convencional e se torna referência para o setor”, destacou Ciocca.

Suinocultura brasileira entra em nova fase de exigência técnica

A certificação da Auma Agronegócios sinaliza uma mudança relevante na suinocultura nacional, com maior integração entre produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal.

O avanço reforça a tendência de profissionalização do setor e aproxima o Brasil de padrões internacionais cada vez mais exigentes, especialmente em mercados premium e cadeias exportadoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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