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MAPFRE digitaliza seguro patrimonial rural e acelera atendimento no agronegócio

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MAPFRE investe em tecnologia para o seguro patrimonial rural

A MAPFRE, empresa global do setor de seguros e serviços financeiros, lançou uma nova plataforma digital dedicada ao seguro patrimonial rural. A iniciativa busca ganhar eficiência, ampliar a escala da operação e aumentar a competitividade em um dos segmentos estratégicos da companhia no Brasil.

Plataforma digital agiliza processos para corretores

Com a nova solução, etapas como cotação, proposta e renovação são digitalizadas, permitindo que os corretores da rede MAPFRE trabalhem com maior agilidade e autonomia. A ferramenta oferece recursos como preenchimento automático de dados de clientes cadastrados, duplicação rápida de itens e resgate automático das informações das apólices, reduzindo o tempo das operações e elevando a produtividade.

Seguro patrimonial rural protege ativos essenciais do campo

O seguro patrimonial rural cobre bens como armazéns, silos, galpões, máquinas e outras estruturas ligadas à infraestrutura e mecanização agrícola. O avanço da profissionalização e do investimento em ativos de maior valor no agronegócio impulsiona a demanda por esse tipo de proteção.

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Expansão alinhada ao crescimento do agronegócio

Fabio Damasceno, diretor técnico de seguro rural da MAPFRE, ressalta que o agro opera com alta exigência em produtividade e gestão de risco, e que a companhia está elevando o seguro patrimonial ao mesmo nível, com foco em eficiência operacional e escala, mantendo o rigor técnico.

Carteira robusta em máquinas e equipamentos

A MAPFRE protege diversos equipamentos comuns no campo, incluindo sistemas de energia, tratores, colheitadeiras, plantadeiras, pulverizadores, máquinas de irrigação, moinhos, drones e sensores. Atualmente, o segmento de máquinas e equipamentos corresponde a 65% da carteira de seguros rurais da empresa.

Resultados esperados com o novo portal

Disponível para os corretores da rede, o portal deve reduzir em 50% o tempo para obtenção de cotações, aumentar a emissão de propostas e fortalecer a atuação da MAPFRE no seguro patrimonial rural nos próximos ciclos.

Fortalecimento do papel do corretor e crescimento sustentável

“Estamos aplicando tecnologia e eficiência de forma prática, simplificando etapas, melhorando a gestão das propostas e valorizando o corretor como protagonista do mercado. Essa estratégia está alinhada à nossa agenda de crescimento no agro, que prioriza competitividade sem abrir mão da rentabilidade”, afirma Damasceno.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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