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Dólar recua e real se valoriza com mercado atento às decisões do Fed e do Copom

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O dólar comercial iniciou esta quarta-feira (28) em queda frente ao real, sendo negociado abaixo dos R$ 5,20, num dia marcado pela expectativa das decisões sobre juros do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil.

A movimentação reflete o comportamento de investidores que buscam ajustar suas posições antes das definições sobre política monetária nas duas maiores economias do mundo — fatores decisivos para o câmbio, os investimentos e o fluxo de capitais.

Dólar abaixo de R$ 5,20 e fortalecimento do real

Durante a manhã, o dólar à vista recuava cerca de 0,5%, sendo cotado a R$ 5,17, após encerrar a sessão anterior em queda de 1,38%, o menor patamar desde maio de 2024.

No mercado futuro, o contrato de dólar para fevereiro, negociado na B3, registrava pequenas oscilações, refletindo cautela antes dos anúncios de política monetária. A valorização do real ocorre em meio à continuidade do fluxo de capital estrangeiro para o país, impulsionado pelos altos juros internos e pela força do mercado de ações.

Cenário internacional: foco total no Federal Reserve

No cenário externo, o dólar apresenta movimentos mistos frente às principais moedas globais. A atenção dos investidores está voltada à decisão do Federal Reserve, marcada para o início da tarde.

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De acordo com estimativas da ferramenta CME FedWatch, há 97% de probabilidade de manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Ainda assim, o mercado espera que o comunicado do Fed traga sinais sobre cortes de juros nos próximos meses, o que pode redefinir o apetite global por risco e afetar moedas emergentes como o real.

Copom deve manter Selic em 15%, mas mercado busca sinais de corte

No Brasil, o Banco Central anuncia sua decisão de política monetária no início da noite. A expectativa majoritária do mercado é pela manutenção da Selic em 15% ao ano, nível que se mantém desde meados de 2025.

Analistas, no entanto, já projetam que o primeiro corte de juros possa ocorrer em março de 2026, caso a inflação siga dentro da meta e o cenário fiscal permaneça sob controle.

A decisão será acompanhada de perto por investidores, que buscam no comunicado do Copom pistas sobre o ritmo e o momento do início da redução da taxa. Um corte mais rápido pode diminuir o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, influenciando o câmbio.

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Ibovespa renova máximas históricas

Enquanto o dólar segue em queda, o Ibovespa mantém seu movimento de alta. O principal índice da bolsa brasileira ultrapassou os 184 mil pontos, sustentado pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros e pelo otimismo com os fundamentos da economia nacional.

Segundo analistas, o cenário de estabilidade fiscal, os juros ainda elevados e a expectativa de início do ciclo de flexibilização monetária formam um ambiente positivo para a renda variável brasileira.

Indicadores da Semana
  • Dólar comercial: abaixo de R$ 5,20, acumulando queda superior a 5% em 2026;
  • Ibovespa: em alta de quase 13% no mês;
  • Selic: expectativa de manutenção em 15%, com possível corte em março;
  • Fed: decisão sobre juros nos EUA deve manter a taxa estável, com sinalização de ajustes ao longo do primeiro semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Granizo ameaça cafezais em Minas Gerais: especialistas orientam produtores sobre recuperação e prevenção de perdas

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As recentes chuvas acompanhadas de granizo em diversas regiões de Minas Gerais acenderam um sinal de alerta para os produtores de café. O fenômeno climático provocou danos significativos em áreas produtoras, causando desfolhamento, quebra de ramos, lesões nos frutos e comprometimento do potencial produtivo das lavouras.

Os impactos ocorrem em um momento estratégico para a cafeicultura, justamente durante a fase de recuperação das plantas após a colheita, etapa fundamental para a formação da próxima safra.

Sul de Minas e Zona da Mata concentram maior risco de granizo

De acordo com informações meteorológicas, as regiões do Sul de Minas e da Zona da Mata apresentam maior incidência desse tipo de ocorrência devido às características do relevo, que favorecem a formação de tempestades severas.

Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, o comportamento climático registrado neste período foge do padrão esperado para a estação seca.

“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano. Ainda existe possibilidade de chuvas acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo em municípios do Sul de Minas e da Zona da Mata nos próximos dias”, explica.

Recuperação dos cafezais exige diagnóstico técnico antes de qualquer intervenção

Diante dos prejuízos causados pelo granizo, especialistas recomendam que os produtores evitem ações imediatas sem uma avaliação técnica detalhada dos danos.

Orientações do Conselho Nacional do Café (CNC) indicam que o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da lavoura para definir as estratégias de recuperação mais adequadas.

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Nas áreas com danos leves, caracterizados por perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normalmente, reforçando a adubação, a nutrição das plantas e o monitoramento fitossanitário.

Já nos cafezais que sofreram danos severos, com quebra significativa de ramos produtivos e comprometimento estrutural das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a brotação e recuperar o potencial produtivo.

Ferimentos aumentam risco de doenças nas lavouras

Outro fator que exige atenção dos cafeicultores é o aumento da vulnerabilidade das plantas a doenças.

Os ferimentos provocados pelo impacto das pedras de gelo facilitam a entrada de fungos e bactérias, elevando o risco de infecções que podem comprometer ainda mais a produtividade da lavoura.

Por isso, técnicos recomendam monitoramento constante e adoção rápida de medidas fitossanitárias sempre que houver identificação de focos de doenças.

El Niño pode aumentar desafios para a cafeicultura brasileira

Além dos prejuízos imediatos provocados pelo granizo, o setor cafeeiro acompanha com atenção a evolução das condições climáticas para o segundo semestre de 2026.

A intensificação do fenômeno El Niño poderá alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do país, trazendo riscos adicionais para a produção agrícola.

No caso da cafeicultura mineira, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar etapas decisivas do ciclo produtivo, como a floração, o desenvolvimento dos frutos e o enchimento dos grãos, com reflexos diretos sobre produtividade e qualidade da bebida.

Planejamento e conservação da água ganham importância nas propriedades rurais

Diante do cenário de maior instabilidade climática, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) orienta os produtores a intensificarem o planejamento da próxima safra.

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Entre as principais recomendações estão:

  • Uso de cobertura vegetal para conservação da umidade do solo;
  • Adoção de práticas de plantio conservacionistas;
  • Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico;
  • Planejamento eficiente da irrigação;
  • Investimentos em gestão sustentável dos recursos hídricos.

Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, a assistência técnica será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção rural.

“Diante das perspectivas relacionadas ao El Niño, nosso trabalho é orientar agricultores e pecuaristas sobre estratégias capazes de minimizar os efeitos do fenômeno climático e preservar a sustentabilidade das atividades agropecuárias”, afirma.

Cafeicultura precisa investir em resiliência climática

Especialistas destacam que a frequência crescente de eventos extremos exige uma mudança de postura no campo, com foco não apenas na recuperação dos danos, mas também na prevenção.

Programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificações de boas práticas agrícolas e ferramentas de planejamento territorial estão entre as iniciativas que podem fortalecer a resiliência das propriedades rurais.

Para a cafeicultura mineira, líder nacional na produção de café, a combinação entre assistência técnica, manejo adequado e planejamento climático será cada vez mais decisiva para garantir produtividade, qualidade e competitividade diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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