AGRONEGÓCIO

Mapa participa da abertura nacional da colheita da maçã em Santa Catarina

Publicado em

Sendo uma das frutas mais consumidas pelos brasileiros, a maçã foi introduzida ao Brasil por meio dos imigrantes europeus. A partir da década de 1960 começaram os primeiros plantios da macieira com o apoio do Governo Federal na região Sul do país.

No dia 24 de fevereiro, aconteceu o evento nacional da abertura da Colheita da Maçã da safra 2023/2024 no município de São Joaquim, em Santa Catarina. A celebração contou com a participação de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e mais de 2.800 produtores.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui mais de 32 mil hectares cultivados com pomares de macieira, com capacidade anual de produção superior a 1,3 milhões de toneladas da fruta. São mais de três mil produtores, sendo que a maioria está localizada no estado de Santa Catarina por meio de pequenos produtores.

De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), o Brasil em 2022 foi o segundo maior produtor de maçãs de todo o Hemisfério Sul, e o décimo-quinto principal produtor em nível mundial.

Leia Também:  Sema-MT sedia oficina sobre plano de ação nacional para conservação de espécies ameaçadas de extinção

Durante a cerimônia foi realizada uma colheita simbólica das maçãs nos pomares da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). A estimativa para a colheita nesta safra é de mais de 500 mil toneladas.

Estiveram presentes na abertura o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares, o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Mapa, Samoel Barros, a diretora de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa, Edilene Soares, a vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm, o deputado federal Valdir Cobalchini (MDB), o presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Dirceu Leite, parlamentares federais e estaduais, prefeitos, representantes da Superintendência Federal de Agricultura de Santa Catarina (SFA-SC), dentre outros.

Mercado de macieiras brasileiras

De acordo com a ABPM, a maçã é a terceira fruta mais consumida no Brasil. Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os principais produtores do país, são mais de 16.300 mil hectares de área plantada com pomares de macieira.

Leia Também:  Mercado do boi gordo em alta histórica e ajustes regionais: carcaça atinge recorde do Cepea e "boi China" recua em SP

O município de São Joaquim possui mais de 14 mil hectares de maçãs, e registrou crescimento de área de 16,3% nos últimos três anos. É responsável por 84% da produção de maçãs do estado e por 42% da produção nacional da fruta.

Em 2023 o Brasil exportou mais de US$ 30 milhões em maçãs, cerca de 36 mil toneladas. Os principais importadores foram Índia (US$ 11.929.258), Bangladesh (US$ 5.280.245), Emirados Árabes (US$ 2.876.274), Portugal (US$ 2.730.715) e Irlanda (US$ 2.146.688). O Rio Grande do Sul é o principal estado exportador, detém cerca de 80% das exportações.

Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Transição águas-seca exige planejamento nutricional para evitar perdas na pecuária de corte

Published

on

A transição entre o período das águas e a seca acende um alerta para os pecuaristas brasileiros. A redução no volume e na qualidade das pastagens compromete diretamente o desempenho do rebanho, impactando o ganho de peso dos animais e a rentabilidade das propriedades. Especialistas destacam que planejamento antecipado, manejo adequado das pastagens e suplementação nutricional estratégica são fundamentais para minimizar os prejuízos durante a entressafra.

Segundo dados da Embrapa, cerca de 95% da produção brasileira de carne bovina depende de pastagens, o que torna o manejo forrageiro um dos pilares da pecuária nacional.

Com a diminuição das chuvas, o crescimento do capim desacelera e a qualidade nutricional da forragem cai significativamente. Nesse período, os níveis de proteína do pasto podem recuar de 8% a 10% para menos de 6%, enquanto o teor de fibra aumenta, reduzindo o aproveitamento alimentar pelos animais.

Planejamento antecipado é decisivo para manter produtividade

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan Nutrição Animal, o planejamento deve ser iniciado com antecedência para evitar perdas produtivas e financeiras.

“O entendimento do ciclo da pastagem é essencial para garantir eficiência produtiva. Não ajustar o manejo nutricional e das áreas de pastejo pode comprometer o desempenho do rebanho e gerar prejuízos ao produtor”, ressalta o especialista.

O planejamento envolve tanto o manejo das pastagens quanto a definição da estratégia nutricional para o período seco. Entre as principais recomendações está o ajuste da taxa de lotação, reduzindo o número de animais por hectare para preservar a disponibilidade de forragem.

Leia Também:  Mercado do boi gordo em alta histórica e ajustes regionais: carcaça atinge recorde do Cepea e "boi China" recua em SP

Além disso, o monitoramento da altura do capim é considerado essencial para evitar que as áreas entrem na seca excessivamente baixas, comprometendo a oferta de volumoso aos animais.

Suplementação proteica ganha importância na seca

A redução da proteína e o aumento da fibra no capim limitam a eficiência ruminal e diminuem o aproveitamento da forragem pelos bovinos. Nesse cenário, a suplementação proteica torna-se uma ferramenta estratégica para manter o desempenho animal.

Segundo Marson, suplementos formulados especificamente para o período seco ajudam a complementar a dieta do rebanho, fornecendo nutrientes essenciais, como proteínas, minerais, vitaminas e fontes energéticas.

Os produtos destinados à seca normalmente possuem ureia e farelos proteicos na composição, auxiliando na correção das deficiências nutricionais das pastagens secas e favorecendo o consumo pelos animais.

Troca gradual do suplemento evita queda de desempenho

Especialistas recomendam que a substituição da suplementação seja feita ainda no período de transição, quando os pastos começam a perder o vigor e apresentar coloração amarelada.

A adaptação deve ocorrer de forma gradual para evitar impactos negativos no consumo e no desempenho do rebanho. A orientação técnica é iniciar a troca misturando uma parte do novo suplemento com duas partes do produto anterior. Na semana seguinte, a proporção pode ser invertida até que, na terceira semana, o novo suplemento passe a ser fornecido integralmente.

Leia Também:  Paraná regulamenta lei que veta reconstituição de leite em pó importado destinado ao consumo humano
Mercado de nutrição animal amplia foco na pecuária de seca

Diante dos desafios da transição águas-seca, empresas de nutrição animal vêm ampliando o desenvolvimento de soluções voltadas à suplementação estratégica do rebanho. A expectativa do setor é de aumento na demanda por produtos que auxiliem na manutenção do desempenho zootécnico durante os períodos de menor oferta de pastagem.

Para especialistas, propriedades que investem em planejamento nutricional conseguem atravessar a seca com maior estabilidade produtiva, preservando índices de ganho de peso, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA