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MAPA interdita fábricas de suco irregulares em Ribeirão Preto por falta de registro e condições sanitárias

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Duas fábricas de suco localizadas em Ribeirão Preto (SP) foram interditadas de forma cautelar após fiscalização realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A ação ocorreu a partir de denúncias que indicavam o funcionamento irregular dos estabelecimentos, sem registro oficial e em condições sanitárias inadequadas. O caso agora segue em processo administrativo.

Fiscalização confirma denúncias de irregularidades

A operação foi conduzida por fiscais da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), que é a representação do Mapa no estado. A equipe confirmou que ambas as fábricas atuavam sem o registro obrigatório junto ao ministério — exigência legal para qualquer empresa que produza bebidas no Brasil.

Condições sanitárias impróprias também motivaram interdição

Além da ausência de registro, os fiscais constataram que os estabelecimentos não apresentavam condições sanitárias adequadas para operar. As irregularidades comprometem a segurança dos alimentos e, consequentemente, a saúde dos consumidores.

Empresas responderão a processo administrativo

Após a confirmação das denúncias, o Mapa instaurou processo administrativo contra as empresas. Elas terão direito à ampla defesa, podendo apresentar manifestação por escrito. Os nomes das companhias só serão divulgados ao final do processo, caso as irregularidades sejam confirmadas.

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Requisitos para retomada das atividades

Para voltar a funcionar, as empresas interditadas deverão regularizar a situação junto ao Mapa, o que inclui adequações estruturais e a obtenção do registro oficial. Sem essas providências, os estabelecimentos permanecem impedidos de operar.

Fiscalização conta com apoio de canal de denúncias

As ações de fiscalização são fortalecidas por denúncias recebidas por meio da plataforma Fala BR, disponível no site do Ministério da Agricultura. O canal foi desenvolvido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e permite o envio de mensagens anônimas ou identificadas, facilitando a identificação de irregularidades e a organização de ações de inspeção em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de algodão em Mato Grosso deve cair 16% em 2025/26 com redução da área plantada

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A safra 2025/26 de algodão em Mato Grosso deve registrar queda na área cultivada e na produção total, segundo nova estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O recuo reflete o cenário de margens mais apertadas e aumento dos custos de produção enfrentados pelos cotonicultores.

De acordo com o levantamento semanal do instituto, a área destinada ao algodão foi projetada em 1,38 milhão de hectares, representando redução de 3,33% frente à estimativa anterior e queda de 11,11% na comparação com a safra 2024/25.

Custos elevados pressionam rentabilidade da cotonicultura

Segundo o Imea, a retração da área está diretamente relacionada à redução da rentabilidade da cultura nos últimos ciclos.

O relatório aponta que os custos de produção mais elevados vêm pressionando as margens do produtor, levando parte dos cotonicultores a reavaliar o uso das áreas agrícolas.

Diante desse cenário, muitos produtores optaram por concentrar o plantio de algodão em talhões mais produtivos e direcionar outras áreas para culturas de segunda safra, consideradas mais competitivas no atual momento de mercado.

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A estratégia busca reduzir riscos financeiros e preservar a rentabilidade das propriedades rurais em meio às oscilações do mercado agrícola.

Clima favorável impulsiona produtividade do algodão

Apesar da redução na área plantada, a produtividade das lavouras apresentou revisão positiva na nova projeção.

O rendimento médio foi estimado em 297,69 arrobas por hectare, avanço de 2,34% em relação à previsão anterior.

Segundo o Imea, as condições climáticas favoráveis registradas ao longo do ciclo têm contribuído para um melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras, beneficiando o potencial produtivo do algodão em Mato Grosso.

As chuvas regulares e o bom ambiente climático em importantes regiões produtoras ajudaram a sustentar o desempenho das plantações, amenizando parte das perdas provocadas pela redução da área cultivada.

Produção de algodão em caroço deve recuar mais de 16%

Mesmo com a melhora na produtividade, a produção total de algodão em caroço em Mato Grosso foi estimada em 6,14 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

O volume representa queda de 16,04% em comparação com a temporada passada, refletindo principalmente a retração da área plantada.

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Maior produtor nacional da fibra, Mato Grosso segue desempenhando papel estratégico no abastecimento da indústria têxtil e nas exportações brasileiras de algodão. No entanto, o setor acompanha com atenção a evolução dos custos de produção, do mercado internacional e das condições climáticas para os próximos meses.

Analistas avaliam que o comportamento das cotações da pluma, do dólar e da demanda externa será decisivo para definir o ritmo dos investimentos na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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