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Manejo Nutricional na Pecuária: Atenção Especial à Transição entre a Seca e as Águas

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A transição entre os períodos de seca e as águas é um dos momentos mais desafiadores para os pecuaristas, especialmente no que diz respeito ao manejo nutricional dos rebanhos. Durante essa fase, a escolha do suplemento adequado se torna crucial para evitar a queda no consumo de alimentos e minimizar os riscos de intoxicação alimentar nos bovinos. De acordo com Murilo Meschiatti, consultor técnico da Trouw Nutrition, é fundamental ajustar a inclusão de ureia nos suplementos proteicos conforme as variações climáticas e as mudanças na composição bromatológica e estrutural das pastagens.

“Durante a seca, as pastagens apresentam baixo teor de proteína e menor digestibilidade das fibras, o que exige uma suplementação proteica mais robusta. A ureia, nesse cenário, é essencial para fornecer Nitrogênio Não-Proteico (NNP), composto que melhora a digestibilidade das fibras, aumenta o consumo de matéria seca e, consequentemente, favorece o ganho de peso dos animais”, explica Murilo.

Com a chegada das chuvas e a consequente rebrota das pastagens, a qualidade nutricional dos pastos melhora consideravelmente, o que reflete em uma maior digestibilidade das forragens. Neste momento, é necessária uma adaptação na suplementação proteica, com a redução, e em alguns casos a eliminação, da ureia. Essa alteração visa dois objetivos principais: garantir o consumo adequado do suplemento, já que a ureia, juntamente com o cloreto de sódio e aditivos, funciona como controlador de consumo, e ajustar o custo do suplemento, tornando-o mais acessível ao pecuarista.

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Reconhecendo as dificuldades enfrentadas pelos pecuaristas durante a transição climática, a Trouw Nutrition oferece soluções inovadoras e suplementos específicos, com minerais e proteicos, para bovinos de corte em todas as fases de produção. “O Lambisk SA é um proteinado ideal para substituir a ureia, sendo especialmente recomendado para este período de transição entre a seca e as chuvas, quando os pastos começam a rebrotar”, conclui o especialista da Trouw Nutrition.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado global de cacau enfrenta pressão macroeconômica e risco climático com volatilidade no radar

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O mercado internacional de cacau segue sob forte pressão, influenciado por um ambiente macroeconômico adverso e riscos climáticos crescentes no médio e longo prazo. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, o setor enfrenta uma combinação de custos elevados, demanda irregular e sensibilidade elevada a mudanças nos fundamentos.

A escalada das tensões geopolíticas, especialmente envolvendo Estados Unidos e Irã, tem elevado o prêmio de risco global, impactando diretamente custos logísticos, de energia e seguros — fatores que pressionam toda a cadeia da commodity.

Logística global e custos em alta

Segundo a consultoria, gargalos logísticos em rotas estratégicas vêm agravando o cenário. Interrupções no Estreito de Ormuz e a maior insegurança no Mar Vermelho reduziram o fluxo em corredores importantes como o Canal de Suez, elevando significativamente os custos de frete e transporte.

Esse ambiente também pressiona os preços de insumos, como fertilizantes nitrogenados, ampliando os riscos inflacionários e adicionando volatilidade ao mercado de cacau.

Demanda global mostra comportamento desigual

Do lado da demanda, o desempenho varia entre regiões. A Ásia apresentou crescimento no primeiro trimestre de 2026, com destaque para a Malásia, cuja moagem avançou 8,7%. No consolidado regional, a alta foi de 5,2%, reforçando a importância da região, responsável por cerca de 23% do processamento global.

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Em contraste, a Europa registrou queda de 7,8% na moagem, pressionada por níveis historicamente baixos de importação. Nos Estados Unidos, o processamento também recuou no período.

No Brasil, o cenário é mais desafiador. A indústria enfrenta entraves como restrições às importações, mudanças em mecanismos como drawback e incertezas regulatórias, resultando em leve retração na moagem no início do ano.

Superávit global não elimina riscos

Para a safra 2025/26, a Hedgepoint Global Markets projeta um superávit global de aproximadamente 356 mil toneladas. O volume é ligeiramente inferior às estimativas anteriores, refletindo uma recuperação parcial da produção combinada com retração da demanda.

Apesar do saldo positivo, o mercado segue altamente sensível. Pequenas mudanças nos fundamentos podem alterar rapidamente o equilíbrio entre oferta e consumo.

Clima entra no radar para próxima safra

O fator climático ganha relevância à medida que os principais países produtores entram em fases decisivas do ciclo produtivo. A transição entre a safra intermediária e o florescimento da safra principal 2026/27 eleva o nível de atenção do mercado.

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A possível intensificação do fenômeno El Niño é um dos principais pontos de risco. Projeções indicam que o evento pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027, aumentando a probabilidade de temperaturas elevadas e impactos irregulares na produção.

Historicamente, o El Niño não apresenta efeitos uniformes sobre o cacau, podendo gerar tanto perdas quanto recuperações posteriores, dependendo das condições regionais. Ainda assim, o fenômeno eleva o risco produtivo e exige monitoramento constante.

Perspectivas para o mercado

O cenário atual combina fundamentos mistos: superávit global, demanda enfraquecida em algumas regiões e riscos crescentes no campo climático e logístico.

Para os agentes do agronegócio, o momento exige atenção redobrada à dinâmica global, com foco em custos, comportamento da demanda e evolução das condições climáticas, fatores que devem continuar determinando o rumo dos preços e da oferta nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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