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Manejo Integrado: Pilar para o Aumento Sustentável da Produtividade na Agricultura

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A busca por maior produtividade na agricultura exige a implementação de práticas coordenadas que envolvem o manejo de diversos fatores ao longo de todo o ciclo da cultura, desde o preparo da área até a colheita. Esse processo integrado visa não apenas aumentar os rendimentos, mas também enfrentar desafios climáticos e atender à crescente demanda mundial por alimentos de forma sustentável.

Com base nesse princípio, a multinacional brasileira Agrocete desenvolveu o conceito de “Construção da Produtividade”, que, por meio de um trabalho colaborativo com mais de 330 estudos científicos e 90 instituições de pesquisa, visa proporcionar aos produtores a obtenção de altos níveis de produtividade. O objetivo é alcançar, por exemplo, a meta de 100 sacas por hectare na soja.

A estratégia da Agrocete engloba mais de 70 produtos em seu portfólio, com soluções inovadoras em nutrição, fisiologia vegetal, biológicos, adjuvantes e tecnologia de aplicação. Segundo Luis Felipe Dresch, Gerente de Desenvolvimento Técnico de Mercado da empresa, o diferencial dessa abordagem está na sinergia e compatibilidade entre os produtos, que, ao se complementarem, maximizam os resultados e reduzem os riscos de resistência de pragas e doenças.

Integração de Práticas e Produtos para Resultados Ótimos

No campo, a aplicação do conceito de Construção da Produtividade traduz-se na integração de diferentes práticas e produtos. Um exemplo é a correção do solo e a nutrição adequada, que, além de atender às necessidades das plantas, também as tornam mais tolerantes a doenças, resultando em menores perdas por patógenos. O uso de biológicos também contribui para a melhoria da microbiologia do solo, criando um ambiente mais saudável e diversificado nas raízes das plantas, o que fortalece a resistência a pragas.

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Um dos pilares desse conceito é o manejo integrado, que visa evitar o desenvolvimento de resistências, especialmente quando o uso repetitivo de produtos químicos é aplicado. “Ao integrar frentes nutricionais, fisiológicas, biológicas e químicas, conseguimos reduzir significativamente o risco de resistência, garantindo eficiência a longo prazo”, destaca Dresch.

A combinação de nematicidas químicos com práticas como rotação de culturas e o uso de biológicos também contribui para o controle de nematoides, um problema crescente no Brasil. Essa abordagem promove solos mais saudáveis e plantas mais tolerantes, mesmo em áreas de alta infestação.

Eixos Estratégicos para o Sucesso da Produtividade

A Agrocete estruturou sua abordagem em três eixos principais: Plantio, Vigor e Enraizamento; Arranque e Força no Crescimento; e Tecnologia de Aplicação. O primeiro eixo foca no estabelecimento de uma base sólida para o cultivo, com uso de biológicos no plantio e compostos orgânicos que promovem um enraizamento vigoroso e maior resistência ao estresse. O segundo eixo prioriza o desenvolvimento de plantas robustas, essenciais para o acúmulo de energia que será convertido em grãos. Já o terceiro eixo garante a eficácia das soluções aplicadas por meio de adjuvantes que potencializam a ação dos produtos.

Resultados no Campo Comprovam a Eficácia do Modelo

Diversos produtores ao redor do Brasil têm observado resultados significativos com a adoção do conceito. No Rio Grande do Sul, por exemplo, as últimas cinco safras de soja mostraram aumentos consistentes na produtividade. Na safra 2023/2024, a produtividade subiu de 71,0 para 75,3 sacas por hectare, um aumento de 6,02%, com os ganhos se destacando também em anos anteriores.

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Em outras regiões, como Porteirão (GO), a aplicação do conceito demonstrou resultados positivos mesmo em condições climáticas adversas. As plantações de soja da Fazenda Alvorada registraram um aumento médio de 3,9 sacas por hectare, com talhões alcançando diferenças de até 10 sacas por hectare.

O produtor Guilherme Bizzeto, de Rolândia (PR), compartilha que, ao aplicar o manejo integrado, observou uma melhora significativa nos patamares de produtividade, mesmo em períodos de estiagem. Ele destaca que a abordagem permite um manejo eficiente, com cada produto cumprindo uma função específica na fisiologia das plantas.

Sustentabilidade e Longevidade para a Agricultura

Mais do que resultados financeiros, o conceito de Construção da Produtividade contribui para uma agricultura mais segura e sustentável, preservando a microbiota do solo e reduzindo o uso de produtos químicos. “Acreditamos que práticas de manejo não sustentáveis tornarão o sistema inviável no futuro. Nosso objetivo é trabalhar com os agricultores para garantir que cada tecnologia tenha um impacto positivo no manejo como um todo, proporcionando mais segurança e longevidade ao sistema produtivo”, conclui Dresch.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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