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Manejo Integrado em Sistemas Agropecuários: Proteção às Abelhas e Outros Polinizadores

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A implementação do Manejo Integrado de Paisagens em sistemas agropecuários, por meio da gestão sustentável dos recursos naturais, busca conciliar a alta produtividade agrícola com a conservação ambiental. Essa abordagem, que combina conhecimentos tradicionais e inovações tecnológicas, visa otimizar a produção e proteger o meio ambiente. O Programa Colmeia Viva®, sob a coordenação do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), adota essa estratégia e promove o diálogo entre agricultores e apicultores, com o objetivo de garantir uma produção agrícola sustentável.

O professor Laércio Zambolim, da Universidade Federal de Viçosa e especialista em Manejo Fitossanitário, destaca a importância dos polinizadores, como abelhas e outros insetos, para a biodiversidade e a segurança alimentar. “Esses organismos desempenham um papel fundamental na polinização de milhares de plantas. Contudo, práticas agrícolas intensivas podem degradar os ecossistemas, colocando em risco sua sobrevivência e comprometendo a renovação dos cultivos”, alerta o especialista.

Embora os sistemas agrícolas de alta produtividade sejam cruciais para a competitividade do agronegócio brasileiro, Zambolim reforça a necessidade de adotar práticas que minimizem os impactos ambientais e preservem a biodiversidade. Isso inclui a proteção dos polinizadores, especialmente as abelhas, que são essenciais para a produção agrícola.

O especialista aponta que a rotação de culturas e a integração lavoura-pecuária são estratégias eficazes para manter o equilíbrio ecológico, sem comprometer a produtividade. “É fundamental o diálogo contínuo entre agricultores, pesquisadores e apicultores para encontrar soluções que conciliem a produção e a preservação dos polinizadores, assegurando a sustentabilidade a longo prazo”, afirma.

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Corredores Ecológicos e Áreas de Refúgio

Zambolim também sugere a criação de corredores ecológicos, faixas de vegetação nativa e refúgios florísticos, que são elementos-chave na manutenção da biodiversidade e no fortalecimento dos serviços ecossistêmicos. Estes espaços beneficiam não apenas os polinizadores, mas também os predadores naturais de pragas, resultando em um sistema agrícola mais equilibrado e maior eficiência na polinização.

A legislação ambiental brasileira exige a preservação de reservas legais e áreas de preservação permanente (APPs), que são vitais para a conservação dos polinizadores. Tais áreas funcionam como refúgios e fontes de alimento para insetos benéficos, ajudando a manter o equilíbrio ecológico e a fortalecer os serviços ecossistêmicos essenciais à agricultura. Assim, a preservação ambiental não é apenas uma obrigação legal, mas também uma estratégia que contribui para a sustentabilidade e a produtividade das lavouras.

Zambolim também enfatiza a importância da conservação do solo e da água, elementos fundamentais do Manejo Integrado de Paisagens. Técnicas como o plantio direto, construção de terraços e irrigação eficiente ajudam a prevenir a erosão e mantêm a fertilidade do solo. Além disso, a restauração de áreas degradadas e a preservação de habitats naturais são fundamentais para melhorar a qualidade do solo e garantir serviços ecossistêmicos que sustentem a agricultura sustentável.

Uso Responsável de Defensivos Agrícolas

Outro aspecto crucial é o uso responsável dos defensivos agrícolas. Zambolim reforça a importância de minimizar o risco de exposição das abelhas, optando por defensivos seletivos, que atuam especificamente sobre as pragas-alvo, sem causar danos aos inimigos naturais e aos polinizadores. Essa abordagem é essencial para equilibrar a produção agrícola com a proteção dos ecossistemas.

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Programa Colmeia Viva®: Diálogo para a Sustentabilidade

O Programa Colmeia Viva®, criado em 2014 em parceria com a Unesp e a UFSCar, promove a produção agrícola sustentável por meio do manejo integrado de paisagens e do diálogo constante entre agricultores e apicultores. “Nosso programa oferece cursos, treinamentos e materiais educativos sobre o uso seguro de defensivos agrícolas, além de trabalhar com órgãos municipais, estaduais e federais para garantir a proteção das abelhas e a conformidade das práticas agropecuárias”, destaca Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg.

Além disso, o programa disponibiliza assistência técnica gratuita pelo telefone 0800 771 8000 e um aplicativo, disponível nas plataformas App Store e Google Play, que ajuda na coordenação da aplicação de defensivos e na proteção das colmeias.

A integração dessas práticas e o engajamento dos diferentes setores são fundamentais para promover a sustentabilidade na produção de alimentos, preservando a biodiversidade e garantindo a segurança alimentar para as futuras gerações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27

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A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.

O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).

Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda

Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.

O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.

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No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.

China continua no centro das atenções do mercado

Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.

“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.

Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Risco baixista ainda predomina para os preços

Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.

Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.

Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.

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El Niño pode alterar cenário da soja

Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.

Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.

Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.

Mercado seguirá atento ao clima e à demanda

Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.

Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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