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Mais de 6 mil pessoas curtem Festival Chico Gil de Lambadão na Expoagro

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Com público de mais de seis mil pessoas, o Festival Chico Gil de Lambadão Cuiabano foi o grande destaque cultural da noite desta terça-feira (15), durante a programação da 57ª Expoagro, realizada no Parque de Exposições Jonas Pinheiro. O evento, promovido pela Prefeitura de Cuiabá, consolidou-se como uma vitrine vibrante da cultura local, unindo música, dança e tradição em um espetáculo que se estendeu até as 2h da manhã.

A abertura ficou por conta do Grupo Cururu e Siriri Elétrico, que encantou o público com uma fusão moderna dos ritmos tradicionais da Baixada Cuiabana, misturando os elementos do cururu e siriri com instrumentos elétricos. Em seguida, passaram pelo palco nomes consagrados do lambadão e da música regional: Clebinho Show, Banda Os Inocentes, Banda Scort Som, Banda Novo Som, Matheusinho Sucessinho, além de Eduardo Braga e Banda Loop, que encerraram a noite em clima de celebração.

Presente no evento, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou a importância de inserir a cultura cuiabana em um espaço tradicionalmente voltado ao agronegócio. “É muito importante estar aqui hoje porque a gente insere, dentro de um evento voltado ao agronegócio, o reconhecimento de Cuiabá como a capital do agro. Mas não só isso: também promovemos a nossa cultura regional, a música que toca na Baixada Cuiabana, como o siriri, o cururu, o lambadão, além das apresentações culturais. A gente acaba apresentando tudo isso para quem nos visita”, afirmou.

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A primeira-dama, Samantha Iris, também participou do festival e reforçou o compromisso da gestão com o fortalecimento das raízes cuiabanas, especialmente por meio de iniciativas como o programa Siminina. “O que a Prefeitura tem feito, e continuará fomentando, é justamente trazer a cultura cuiabana para dentro de eventos já consolidados no calendário da cidade. Um exemplo é o Siminina, no qual inclusive está previsto que as meninas atendidas possam vir conhecer de perto esse espaço e essas manifestações culturais. Toda ação possível que fortaleça nossa cultura, a Prefeitura está comprometida em realizar”, pontuou.

O Festival Chico Gil de Lambadão Cuiabano integrou o programa Cuiabá é Show, uma iniciativa institucional de valorização da identidade cultural local. Segundo a organização, esta foi a primeira vez que o evento abriu espaço oficial para o lambadão e outros ritmos da baixada, graças a uma articulação conjunta entre a Prefeitura de Cuiabá, o Sindicato Rural, o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa. “A luta para colocar o artista local em seu devido lugar, um lugar de respeito e valorização, é antiga. E nesta edição, esse reconhecimento finalmente se concretizou. Essa é, sem dúvida, uma ação que marca um divisor de águas na gestão do prefeito Abílio. Era isso que o povo esperava”, destacou o secretário Municipal de Cultura, Johnny Everson

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Além do espetáculo cultural, a Prefeitura de Cuiabá marcou presença na Expoagro com ações voltadas ao bem-estar e cidadania. A Diretoria de Bem-Estar Animal promoveu atividades educativas sobre a causa animal, o Sine Municipal esteve com sua van oferecendo oportunidades de emprego e capacitação, e o estande do programa Agro da Gente, coordenado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho, trouxe informações e apoio técnico a pequenos produtores da região.

Todos os secretários municipais prestigiaram o evento ao lado do prefeito, assim como diversas autoridades locais, fortalecendo a união institucional em torno da valorização da cultura cuiabana. A presença maciça da gestão municipal reforça o compromisso com o fortalecimento das manifestações populares e com a ocupação dos grandes eventos como espaços de identidade e pertencimento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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