AGRONEGÓCIO
Curitiba recebe o Alimenta 2025, congresso internacional que destaca liderança do Paraná na produção de proteína animal
Publicado em
23 de maio de 2025por
Da Redação
Curitiba será palco da primeira edição do Alimenta 2025 – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal, evento que reunirá os principais especialistas, empresários e autoridades do setor agroindustrial brasileiro. De 16 a 18 de junho, no Centro de Eventos da FIEP, o encontro discutirá temas essenciais para o futuro da cadeia produtiva de aves, suínos, bovinos e peixes, fortalecendo a posição do Paraná como protagonista na produção e exportação de proteínas animais.
Paraná consolida liderança na produção e exportação de proteínas animais
O Paraná se destaca como líder nacional na produção de proteínas animais, respondendo por 39,47% da carne de frango e 21,9% da carne suína produzidas no Brasil, segundo dados do Relatório Anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em 2024, o estado liderou as exportações brasileiras de carne de frango, com 2,17 milhões de toneladas embarcadas pelas indústrias locais, o que corresponde a 16% das exportações globais da proteína. Dessa forma, o Paraná se posiciona como o segundo maior exportador mundial, atrás apenas do Brasil como um todo, que detém 38% da participação global. O estado também está entre os três maiores exportadores de carne suína no país.
Alimenta 2025: evento que amplia e une forças do setor agroindustrial
O congresso que acontecerá em Curitiba surge da união de eventos consagrados na região Oeste do Paraná, como o Congresso dos Suinocultores e Avicultores e os workshops do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). Com abrangência ampliada e periodicidade bienal, o Alimenta 2025 tem como objetivo posicionar o Paraná no centro dos debates globais da agroindústria de proteínas animais.
Tema e público-alvo: inovação, sustentabilidade e mercados internacionais
Durante os três dias de evento, especialistas, técnicos, empresários e autoridades discutirão temas estratégicos como inovação tecnológica, sustentabilidade, sanidade animal e tendências dos mercados internacionais nas cadeias produtivas de aves, suínos, bovinos e peixes. O encontro pretende fortalecer a troca de conhecimento e fomentar negócios para o setor.
Liderança e visão estratégica do Paraná no setor
Roberto Kaefer, presidente do Alimenta 2025 e do Sindiavipar, destaca o papel do evento para consolidar a força do Paraná no segmento. “O Paraná é referência mundial em proteína animal, com cooperativas e empresas que são exemplos em tecnologia, gestão e sustentabilidade. O Alimenta surge para reafirmar essa liderança, oferecendo um espaço permanente para inovação e negócios”, afirma. Segundo ele, o congresso chega em um momento crucial, marcado por desafios globais, como as mudanças nos mercados e a crescente demanda por alimentos seguros e sustentáveis.
Apoio institucional e participação do setor
O idealizador do evento, Selmar Marquesin, diretor da editora O Presente, reforça a importância do Paraná como maior produtor e exportador de aves no país, segundo maior em suínos, e sede do maior frigorífico de abate de suínos da América Latina. Marquesin ressalta que o Alimenta 2025 pretende dar ao estado o protagonismo que merece no setor agroindustrial. O evento conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), cooperativas agroindustriais e empresas líderes do setor.
Estrutura e organização do congresso
Além das palestras técnicas e debates, o congresso oferecerá uma ampla feira de negócios, reunindo expositores, investidores e especialistas nacionais e internacionais, com espaços dedicados ao networking. A organização é responsabilidade do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Jornal O Presente Rural, Hollus Comunicação e Eventos, e Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação (Fundep).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias
Published
18 minutos agoon
7 de julho de 2026By
Da Redação
A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.
Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.
“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.
Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz
O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.
Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.
De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.
Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada
Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:
- preparo e manejo das lavouras;
- irrigação e tratos culturais;
- colheita;
- secagem;
- armazenagem;
- classificação dos grãos;
- beneficiamento;
- embalagem;
- transporte e distribuição.
Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.
A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.
Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor
A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.
Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.
Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.
Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz
A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.
O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.
Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.
Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz
A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.
Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.
O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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