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Mães atípicas elogiam salas multifuncionais de Cuiabá

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Mães de crianças com autismo, síndrome de Down e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) matriculadas na EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) Maria da Glória de Souza, localizada no bairro Baú em Cuiabá, reconhecem que as atividades na sala multifuncional têm contribuído para o desenvolvimento de seus filhos. Para entender mais, clique AQUI.

As salas multifuncionais estão presentes em 70 das 82 escolas gerenciadas pela Prefeitura de Cuiabá. São 62 localizadas na área urbana e outras oito na zona rural. A gestão do prefeito Abilio Brunini trabalha para, até o final deste ano, oferecer salas mais 11 salas multifuncionais.

São espaços equipados com lousa digital, quadro branco, painel sensorial, aramados de percursos e ondulares, massinhas, tatames, letras do alfabeto em formato de madeira e computadores, destinados a aprimorar as habilidades mentais e intelectuais da criança, como atenção, memória, linguagem e raciocínio lógico.

A dona de casa Wania Maia é mãe da menor Y.N, de 10 anos, criança com “Síndrome de Down”, matriculada no quarto ano. Em dois dias da semana, a aluna frequenta a sala multifuncional. Conforme relatos da mãe, a criança tem melhorado sua capacidade de relações sociais. “Desde que passou a frequentar o espaço, minha filha tem feito amizade com outros colegas também especiais e aprendido, com mais facilidade, a Língua Portuguesa”.

Já a prestadora de serviços gerais, Rosana Maria Queiroz, é mãe da autista M.V.Q.C, de cinco anos. Ela revela que, após sua filha permanecer internada por 20 dias numa UTI (Unidade de Terapia Intensiva), foi orientada por médico a buscar uma escola que desse apoio às crianças autistas. A partir daí, conheceu a estrutura da Escola Municipal Maria da Glória de Souza, mais próxima a sua residência. Ela registra que a filha apresenta avanços significativos após comparecer, duas vezes por semana, na sala multifuncional.

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“A descoberta desta sala foi uma salvação para a minha filha. Antes, ela não falava nada. Não se enturmava com ninguém. Eu precisava adivinhar que ela precisava de água. Depois do acompanhamento com a professora especializada, minha filha já conhece as letras do alfabeto, escreve o nome dela sozinha e aprendeu a me chamar de mãe. Sou muito grata a esse espaço”, disse.

A dona de casa Edileia Gomes é mãe da estudante de 7 anos, M.A.D.P, diagnosticada com autismo quando tinha apenas 1 ano. Ela explica que sua filha foi matriculada com quatro anos na Escola Municipal Maria da Glória de Souza.

Desde setembro de 2023, a criança frequenta duas vezes por semana a sala multifuncional. Desde então, tem registrado sinais de evolução no convívio social. “Ela tinha pouca interação social. Agora, já dialoga e interage com os colegas, aprendeu a fazer imitações e faz a alimentação dentro da escola”.

Integração

As salas de recursos multifuncionais não substituem a sala de aula comum. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) ocorre sempre no contraturno.

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Ou seja, a criança especial que tem aulas regulares no período da tarde, pode frequentar a sala multifuncional no período da manhã e vice-versa.

As crianças são autorizadas a frequentar as salas multifuncionais em dois dias da semana. Em cada dia, o uso pode ocorrer pelo período de uma hora, totalizando duas horas semanais. Sempre estará presente um professor com pleno conhecimento das atividades do Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Para uma criança especial frequentar a sala multifuncional, é necessária a autorização expressa dos pais ou responsáveis no ato da matrícula.

Acompanhamento especializado

O profissional que atua na sala de recursos multifuncionais é o professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE). É obrigatório que este professor tenha formação que o habilite para o exercício da docência e formação específica em educação especial.

Para cada criança é montado um plano de ensino mensal. Dentro deste plano, é verificado quais recursos serão utilizados no atendimento especializado.

No final de cada bimestre, o professor da sala especializada encaminha aos professores a avaliação da sala para ver se está em consonância com o que está sendo desenvolvido na sala de aula.

#PraCegoVer

A foto ilustra quatro mulheres em pé, com seus respectivos filhos, também em pé, numa postura de abraço. O ambiente é uma sala multifuncional. Duas crianças estão trajadas com uniforme escolar. Outras duas com camisa branca e calça jeans.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Confronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica

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O cumprimento de uma ordem judicial para a colheita de safra em uma propriedade rural de Feliz Natal (cerca de 510 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, na última sexta-feira (26.06), terminou em um confronto armado que deixou feridos e expôs a fragilidade dos protocolos atuais para a execução de mandados no meio rural.

O produtor rural Maikel Alan Tespesel, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos menores no momento da ocorrência, foi atingido por disparos de arma de fogo. O prestador de serviços contratado pela empresa credora também ficou ferido após ser atingido pela caminhonete do produtor. Ambos estão internados num hospital de Sorriso e passam bem.

O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, coloca em debate o modelo adotado para o cumprimento de decisões judiciais que envolvem ativos agrícolas. A presença de empresas de segurança privada em diligências de alto risco, em vez de um aparato ostensivo das forças de segurança do Estado, é apontada por especialistas como um dos fatores que transformaram uma ação de natureza cível em um episódio de violência física.

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A empresa credora da produção, contratou serviços de terceiros para realizar a colheita autorizada pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o conflito teve início quando houve uma tentativa de bloqueio do veículo do produtor. Os homens contratados pela empresa teriam efetuado disparos contra a caminhonete do produtor rural.

O episódio repercutiu negativamente no setor. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota oficial repudiando a violência e defendendo uma investigação rigorosa. Para a entidade, disputas comerciais e execuções de ordens judiciais precisam observar protocolos estritos de legalidade, sendo inaceitável que o ambiente de produção se torne palco de confrontos que coloquem em risco a vida de produtores e suas famílias.

O incidente em Mato Grosso reforça um pleito antigo do setor agropecuário: a necessidade de garantir que decisões judiciais sejam executadas de forma técnica e segura. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende sistematicamente que o cumprimento de mandados judiciais em áreas rurais ocorra com apoio das forças de segurança pública, evitando que produtores e credores sejam submetidos a situações de risco iminente.

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O episódio reflete um cenário de crescente tensão na zona rural brasileira. Dados do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2025’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apontam a ocorrência de 1.408 episódios de conflito no último ano, atingindo mais de 715 mil pessoas.

Estados como Mato Grosso, Pará e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentram as áreas de maior atrito, onde a expansão da fronteira agrícola e a complexidade na regularização de terras têm transformado disputas comerciais e possessórias em confrontos diretos.

Para a bancada do agronegócio, esses números evidenciam um vácuo de autoridade que exige solução urgente. A FPA sustenta que a insegurança jurídica e a falta de protocolos estaduais eficientes para o cumprimento de mandados judiciais impedem a pacificação no campo, transformando a resolução de litígios — que deveriam ser estritamente técnicos — em cenários de risco iminente para produtores, trabalhadores e seus familiares.

Fonte: Pensar Agro

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