AGRONEGÓCIO

Macfrut 2025: Biossoluções em Destaque no Evento Internacional de Inovação Agrícola

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Entre os dias 6 e 8 de maio de 2025, o Rimini Expo Center, na Itália, sediará o evento internacional dedicado às biossoluções, uma área em plena expansão no setor agrícola. A Macfrut, feira de frutas e vegetais, contará com o Biosolutions International Event (BIE), um espaço que reunirá os principais players globais envolvidos em tecnologias naturais para a defesa, nutrição e bioestimulação de plantas, além de um congresso internacional, prêmios de inovação e mesas técnicas. A iniciativa abordará, em especial, os desafios das mudanças climáticas e as inovações em sustentabilidade no agronegócio.

A Macfrut se consolidou como a maior e mais importante feira do sul da Europa, oferecendo uma abordagem abrangente sobre o setor. Durante os três dias de evento, os visitantes poderão explorar as diversas vertentes das biossoluções por meio de uma série de atividades especializadas. A área expositiva contará com a presença de aproximadamente 70 empresas na última edição, e estará localizada no pavilhão sul, o mais frequentado do evento. Além disso, o congresso internacional, que nesta edição será dedicado ao cultivo de pêssegos, trará insights técnicos sobre o impacto das biossoluções na agricultura. O Biosolutions Innovation Award premiará as soluções mais inovadoras, enquanto as mesas técnicas permitirão o intercâmbio de conhecimento entre expositores, patrocinadores e especialistas. Outro destaque será a realização de reuniões entre expositores e compradores estrangeiros, criando uma oportunidade única para negócios internacionais.

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Uma das grandes novidades da próxima edição será a inclusão de empresas que produzem tecnologias sustentáveis, como drones, sistemas de suporte à decisão (DSS) e inteligência artificial, ampliando as possibilidades de inovação no campo.

Conectando Inovação e Sustentabilidade no Agronegócio

Roberto Sciolino, coordenador do BIE e representante da Agri2000 Net, destaca a importância do evento como ponto de encontro entre as biossoluções e as cadeias de abastecimento de frutas e vegetais, tanto na Itália quanto no mercado internacional. “O evento visa conectar os principais representantes do controle biológico, bioestimulação, nutrição especial e tecnologias sustentáveis, reunindo desde empresas líderes a distribuidores, empresários agrícolas e técnicos de um setor cada vez mais prioritário para a União Europeia e para os consumidores”, afirma Sciolino.

Ele também enfatiza a relevância das biossoluções no contexto atual de mudanças climáticas. “Estamos vivendo um momento de grandes transformações climáticas. Nesse cenário, o uso de tecnologias que minimizem o impacto ambiental e que otimizem o uso de recursos como água e insumos será fundamental para garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agroalimentar”, conclui.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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