AGRONEGÓCIO

Preço do boi gordo inicia semana estável, enquanto atacado reage e mercado futuro mantém viés de alta

Publicado em

O mercado do boi gordo iniciou a semana em ritmo mais lento, mas com preços sustentados nas principais regiões produtoras do país. Após o feriado de Corpus Christi e diante de uma demanda mais moderada por parte dos frigoríficos, as negociações ficaram reduzidas, mantendo as cotações estáveis em praticamente todas as categorias.

Em São Paulo, principal referência nacional para a pecuária de corte, o boi gordo segue negociado a R$ 349,00 por arroba, enquanto a vaca gorda vale R$ 320,00/@ e a novilha gorda R$ 332,00/@. Para animais destinados ao mercado chinês, o chamado “boi China” alcança R$ 355,00/@, com ágio de R$ 6,00 sobre o boi comum.

As escalas de abate permanecem relativamente confortáveis para a indústria, com média de oito dias úteis, fator que contribui para a postura cautelosa dos compradores.

Mercado físico encontra equilíbrio entre oferta e demanda

A semana começa com um cenário de equilíbrio entre oferta de animais terminados e necessidade de compra dos frigoríficos. O volume de negócios segue limitado, reflexo do menor ritmo de comercialização observado após o feriado prolongado.

Apesar disso, o mercado não apresenta pressão significativa de baixa, sustentado pela disponibilidade controlada de bovinos prontos para abate e pela recuperação gradual do consumo de carne bovina no varejo.

Entre as principais praças pecuárias do país, as cotações permaneceram praticamente inalteradas. Em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Rondônia e Paraná, o mercado segue trabalhando com estabilidade e baixa volatilidade.

Atacado reage com pagamento dos salários

No mercado atacadista, o recebimento dos salários impulsionou o fluxo de compras no varejo, favorecendo a saída da carne bovina nos primeiros dias do mês.

Leia Também:  Reforma tributária deve transformar atuação das tradings no Brasil e acelerar novo modelo de negócios

A menor oferta de carne, consequência da redução dos abates durante o feriado, também colaborou para a sustentação dos preços.

A carcaça casada do boi capão permaneceu cotada em R$ 24,00/kg, enquanto a carcaça do boi inteiro registrou leve ajuste para R$ 23,00/kg.

Entre as fêmeas, houve valorização:

  • Vaca casada: R$ 22,25/kg
  • Novilha casada: R$ 22,40/kg

A expectativa dos agentes do setor é de que o consumo continue melhorando ao longo da semana, favorecendo a manutenção dos preços em patamares firmes.

Mercado futuro indica confiança dos investidores

Na B3, os contratos futuros do boi gordo seguem refletindo um cenário de maior otimismo para os próximos meses.

O contrato com vencimento em junho foi ajustado para R$ 352,75/@, acima da referência do mercado físico paulista. Os vencimentos do segundo semestre também permanecem em níveis elevados, demonstrando expectativa de sustentação da arroba ao longo de 2026.

Entre os destaques:

  • Junho/26: R$ 352,75/@
  • Julho/26: R$ 344,00/@
  • Setembro/26: R$ 345,90/@
  • Outubro/26: R$ 354,65/@
  • Novembro/26: R$ 357,40/@

O comportamento dos contratos reforça a percepção de que a oferta de animais terminados continuará relativamente ajustada nos próximos meses.

Reposição segue valorizada e exige atenção do pecuarista

No segmento de reposição, os preços continuam elevados em diversas regiões produtoras.

O mercado de bezerros, garrotes e bois magros permanece sustentado pela retenção de fêmeas observada nos últimos ciclos e pela expectativa de melhora da rentabilidade da atividade.

Leia Também:  Brasil deve superar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador mundial de algodão

Esse cenário mantém a relação de troca em níveis desafiadores para confinadores e recriadores, que precisam avaliar cuidadosamente os custos de reposição para preservar as margens de lucro.

Exportações e China continuam no radar

Além do mercado doméstico, os pecuaristas acompanham atentamente o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.

A China segue como principal destino da proteína nacional e continua influenciando diretamente a formação dos preços da arroba. O prêmio pago pelo “boi China” demonstra que a demanda externa permanece relevante para a sustentação do mercado.

Ao mesmo tempo, discussões internacionais sobre rastreabilidade, sustentabilidade e exigências ambientais tendem a ganhar importância nos próximos meses, especialmente com a aproximação das novas regras europeias para importação de produtos agropecuários.

Perspectivas para o mercado do boi gordo

O cenário atual aponta para um mercado relativamente equilibrado, sem sinais imediatos de pressão baixista. A combinação entre oferta controlada, melhora do consumo interno, exportações aquecidas e expectativas positivas na B3 favorece a manutenção dos preços em níveis firmes.

Para os próximos dias, o comportamento das vendas no atacado, a evolução das escalas de abate e o ritmo das exportações serão determinantes para definir os rumos da arroba no mercado brasileiro.

Palavras-chave SEO: boi gordo hoje, preço do boi gordo, arroba do boi gordo, mercado pecuário, cotação do boi gordo, boi China, mercado da carne bovina, pecuária de corte, B3 boi gordo, exportação de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Uva Merlot de Monte Belo do Sul conquista prêmios internacionais e reforça excelência da vitivinicultura da Serra Gaúcha

Published

on

A uva Merlot, uma das castas mais emblemáticas da vitivinicultura mundial, tem consolidado no Brasil um desempenho de alto nível, especialmente na região de Monte Belo do Sul (RS), na Serra Gaúcha. O município, reconhecido como o maior produtor per capita de uvas viníferas da América Latina, vem ampliando sua presença no cenário nacional e internacional por meio da qualidade crescente de seus vinhos premiados.

Originária de Bordeaux, na França, a variedade encontrou no Sul do Brasil condições ideais de adaptação, tornando-se uma das principais bases da produção de vinhos finos nacionais. No país, a Merlot se destaca pelo equilíbrio entre fruta, acidez, maciez de taninos e potencial de guarda, atributos que contribuíram para sua consolidação como uma das castas mais importantes do setor.

Monte Belo do Sul se consolida como terroir de excelência para a Merlot

A adaptação da Merlot em Monte Belo do Sul está diretamente ligada às condições naturais da região. O município integra a Indicação de Procedência Monte Belo e parte da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, reunindo fatores como altitude, boa drenagem do solo e elevada amplitude térmica, que favorecem a maturação lenta e equilibrada das uvas.

Essas características são fundamentais para a qualidade da variedade, que é sensível ao excesso de umidade e ao vigor vegetativo, especialmente no período próximo à colheita. Em regiões com alta incidência de chuvas, a uva pode perder concentração e comprometer a maturação fenólica, o que reforça a importância de terroirs bem estruturados.

Leia Também:  Bem-estar animal impulsiona produtividade e qualidade na suinocultura, destaca Zoetis
Casa Marques Pereira se destaca com vinhos premiados

Nesse cenário, a vinícola Casa Marques Pereira vem ganhando destaque no mercado nacional e em premiações do setor. Localizada na propriedade Quinta da Orada, no coração da Indicação de Procedência Monte Belo, a área conta com 15 hectares de vinhedos situados entre 466 e 543 metros de altitude.

O relevo da região favorece a produção de uvas de alta qualidade, com encostas bem definidas, solos pedregosos e constante circulação de ar, fatores que contribuem para melhor drenagem e redução da umidade nos vinhedos.

Segundo o vinhateiro e proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, as características do solo e do clima são determinantes para o desempenho da Merlot na região.

“O solo basáltico e semi argiloso propicia melhor absorção de nutrientes e maior profundidade das raízes. Somado à altitude e à brisa constante, conseguimos conduzir o amadurecimento das uvas com alta qualidade e baixo risco climático”, afirma.

Microterroirs e condições climáticas favorecem alta concentração da uva

Um dos destaques da propriedade é a parcela conhecida como “Cru Jerivás”, localizada na parte mais elevada do vinhedo. A área apresenta maior exposição solar, ventilação constante e subsolo rico em minerais como ágatas, ametistas e cristais de quartzo, que afloram naturalmente no terreno.

Essas condições contribuem para a formação de microterroirs diferenciados, refletidos diretamente na concentração e complexidade das uvas produzidas.

A safra de 2026 reforçou esse potencial, com registros de até 27 °Brix em algumas parcelas, um nível considerado elevado para a maturação da Merlot no Brasil.

Leia Também:  Reforma tributária deve transformar atuação das tradings no Brasil e acelerar novo modelo de negócios

Segundo especialistas, o resultado é consequência de um ciclo climático favorável, com inverno mais frio — essencial para a dormência das videiras — seguido por período de chuvas regulares na fase inicial e baixa precipitação durante a maturação, condição ideal para a sanidade e concentração das uvas.

Premiações reforçam qualidade dos vinhos da Serra Gaúcha

O reconhecimento da qualidade da Merlot de Monte Belo do Sul também vem sendo confirmado em concursos especializados. Na edição de 2026 da Grande Prova Vinhos do Brasil, uma das principais avaliações às cegas do país, a Casa Marques Pereira conquistou oito medalhas de ouro.

Entre os destaques está o rótulo Casa Marques Pereira Merlot Reserva 2022, premiado com medalha de ouro, reforçando o avanço técnico da produção local e o posicionamento da Serra Gaúcha como referência na produção de vinhos finos no Brasil.

Vitivinicultura brasileira avança com valorização de terroir e tecnologia

O desempenho da Merlot em Monte Belo do Sul evidencia a evolução da vitivinicultura brasileira, que vem combinando conhecimento técnico, manejo especializado e valorização do terroir para alcançar padrões cada vez mais elevados de qualidade.

Com resultados consistentes em safras recentes e crescente reconhecimento em premiações nacionais, a região reforça sua posição como um dos principais polos produtores de vinhos finos do país, ampliando a presença do Brasil no mercado vitivinícola de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA