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Lucro Trimestral da Bunge Fica Abaixo das Expectativas de Mercado

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A Bunge, uma das maiores empresas do setor de agronegócios, divulgou nesta quarta-feira que seu lucro no quarto trimestre ficou abaixo das expectativas de Wall Street. O desempenho foi impactado por safras globais volumosas, que afetaram negativamente as margens da gigante comercializadora de grãos. Como resultado, as ações da companhia caíram 3,4% no pré-mercado.

Em 2024, os preços de commodities como milho, soja e trigo atingiram os menores níveis em quatro anos, com os estoques globais atingindo máximas históricas, o que reduziu as margens operacionais das empresas do setor agroindustrial.

A concorrente Archer-Daniels-Midland também divulgou um desempenho abaixo do esperado, com lucros trimestrais aquém das projeções devido à desaceleração na demanda por produtos agrícolas.

O segmento de agronegócios da Bunge, que representa mais de 80% de sua receita total, registrou uma queda significativa no lucro básico ajustado, que foi de 364 milhões de dólares no quarto trimestre de 2024, comparado a 639 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior.

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Além disso, o lucro bruto do segmento de Óleos Refinados e Especiais da Bunge apresentou uma redução de 19,5%, totalizando 275 milhões de dólares no quarto trimestre.

Para 2025, a Bunge previu um lucro ajustado de 7,75 dólares por ação, abaixo da estimativa dos analistas, que era de 8,71 dólares. No quarto trimestre de 2024, a empresa registrou um lucro ajustado de 2,13 dólares por ação, abaixo das expectativas de 2,24 dólares, conforme dados compilados pela LSEG.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol despenca em abril com avanço da safra e pressão da oferta no mercado brasileiro

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O mercado de etanol enfrentou forte pressão em abril, refletindo o avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, o aumento da oferta do biocombustível e um ambiente de demanda mais cautelosa. A análise faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que acompanha os principais movimentos das commodities agrícolas e energéticas.

Segundo o levantamento, a entrada mais intensa da nova safra elevou significativamente a disponibilidade de etanol no mercado interno, pressionando as cotações tanto do hidratado quanto do anidro ao longo do mês.

A combinação entre maior moagem de cana, recuperação gradual das usinas após o início da safra e concorrência mais acirrada no mercado de combustíveis contribuiu para o movimento de baixa nos preços.

Avanço da safra amplia oferta de etanol

Com condições climáticas mais favoráveis em importantes regiões produtoras, as usinas aceleraram o ritmo de moagem em abril, ampliando a produção de açúcar e etanol no Centro-Sul.

De acordo com a análise do Itaú BBA, o avanço operacional da safra elevou a oferta disponível no curto prazo, reduzindo a sustentação observada nos preços durante os primeiros meses do ano.

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Além disso, o mercado acompanhou um ambiente de maior competitividade entre os combustíveis, especialmente diante da dinâmica dos preços da gasolina e do comportamento do petróleo no mercado internacional.

Preços do etanol registram forte recuo

O relatório destaca que o etanol hidratado sofreu queda expressiva nas usinas paulistas durante abril, refletindo o aumento da disponibilidade do produto e uma postura mais cautelosa dos compradores.

A pressão sobre os preços também foi intensificada pela necessidade de geração de caixa por parte das usinas no início da safra, elevando o volume ofertado no mercado spot.

Mesmo com o recuo das cotações, o setor segue monitorando fatores que podem trazer maior volatilidade ao mercado nos próximos meses, como o comportamento do petróleo, as políticas de combustíveis e as condições climáticas ao longo da safra brasileira.

Mix entre açúcar e etanol segue no radar do mercado

Outro ponto de atenção destacado pelo Agro Mensal é a estratégia das usinas em relação ao mix de produção entre açúcar e etanol.

Com o mercado internacional do açúcar ainda apresentando níveis atrativos em determinados momentos, parte das unidades pode direcionar maior parcela da cana para a produção do adoçante, limitando uma expansão ainda maior da oferta de etanol.

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Ao mesmo tempo, a demanda doméstica por combustíveis renováveis continua sendo acompanhada de perto, especialmente diante das discussões sobre mistura de biocombustíveis e da evolução do consumo interno.

Cenário deve seguir volátil nos próximos meses

Para os próximos meses, a expectativa do mercado é de continuidade da volatilidade nos preços do etanol, principalmente em função da evolução da moagem, do ritmo de comercialização das usinas e das oscilações no mercado internacional de energia.

O Itaú BBA ressalta que o comportamento do câmbio, os preços do petróleo e o avanço da safra brasileira continuarão sendo fatores decisivos para a formação das cotações do biocombustível ao longo de 2026.

Apesar da pressão recente, o setor mantém perspectiva de demanda estrutural positiva no médio e longo prazo, sustentada pelo crescimento do mercado de biocombustíveis e pela busca global por fontes de energia mais sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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