AGRONEGÓCIO

Lucro Trimestral da Bunge Fica Abaixo das Expectativas de Mercado

Publicado em

A Bunge, uma das maiores empresas do setor de agronegócios, divulgou nesta quarta-feira que seu lucro no quarto trimestre ficou abaixo das expectativas de Wall Street. O desempenho foi impactado por safras globais volumosas, que afetaram negativamente as margens da gigante comercializadora de grãos. Como resultado, as ações da companhia caíram 3,4% no pré-mercado.

Em 2024, os preços de commodities como milho, soja e trigo atingiram os menores níveis em quatro anos, com os estoques globais atingindo máximas históricas, o que reduziu as margens operacionais das empresas do setor agroindustrial.

A concorrente Archer-Daniels-Midland também divulgou um desempenho abaixo do esperado, com lucros trimestrais aquém das projeções devido à desaceleração na demanda por produtos agrícolas.

O segmento de agronegócios da Bunge, que representa mais de 80% de sua receita total, registrou uma queda significativa no lucro básico ajustado, que foi de 364 milhões de dólares no quarto trimestre de 2024, comparado a 639 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior.

Leia Também:  Curvas de nível, plantio direto e solo sempre coberto evitam degradação

Além disso, o lucro bruto do segmento de Óleos Refinados e Especiais da Bunge apresentou uma redução de 19,5%, totalizando 275 milhões de dólares no quarto trimestre.

Para 2025, a Bunge previu um lucro ajustado de 7,75 dólares por ação, abaixo da estimativa dos analistas, que era de 8,71 dólares. No quarto trimestre de 2024, a empresa registrou um lucro ajustado de 2,13 dólares por ação, abaixo das expectativas de 2,24 dólares, conforme dados compilados pela LSEG.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Clima e demanda impactam preços das frutas em Minas Gerais

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Safra de café 2025/26 entra em fase crítica de florada: cuidados garantem produtividade e qualidade

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA