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Logística no agronegócio: como a estratégia pode oferecer competitividade e impulsionar o setor

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A logística é uma importante aliada para o agronegócio brasileiro, visto que, além de transportar as cargas e armazená-las estrategicamente, os processos logísticos também auxiliam na melhoria contínua da cadeia produtiva, na ampliação do alcance dos produtores para outros locais e na redução de custos.

Os empresários e produtores rurais que investem nesse diferencial ganham em termos de rendimento e eficiência, pois a logística não faz parte apenas da entrega propriamente dita, mas também do transporte de matéria-prima, das compras, dos investimentos na produção e muito mais.

Além disso, as demandas do agronegócio precisam ser devidamente supridas, visto que a balança comercial do setor encerrou o mês de setembro de 2023 com superávit de US$ 12,24 bilhões, segundo dados do Ipea.

Acompanhe a leitura e entenda a importância de unir estratégias de logística para otimizar as movimentações e a produtividade do setor rural!

Como funciona a logística no agronegócio

A abrangência dessa área para as atividades agropecuárias é muito ampla, e vai desde o armazenamento até a distribuição tanto das matérias-primas quanto do produto final.

As empresas rurais precisam ter um olhar estratégico sobre os processos logísticos, com o objetivo de integrar as ações para ter como resultado um aumento produtivo e uma redução de custos efetiva, melhorando também a sua lucratividade total.

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Embora muitos ainda associem a logística apenas ao transporte, ela também está presente no planejamento, na gestão de estoque, armazenagem, monitoramento de cargas, administração de processos e muito mais.

Para direcionar as melhoras práticas, é importante ter consciência sobre todos os processos e necessidades da empresa, bem como os desafios e as oportunidades do segmento agrícola e pecuário.

Contar com serviços logísticos para coordenar as rotinas agrícolas pode ser um diferencial expressivo para o empreendedor rural que busca elevar os níveis de sua cadeia produtiva.

A divisão logística para o agronegócio

Para que tudo seja contemplado de maneira organizada e correta, a logística se divide em três principais frentes de atuação, que são direcionadas para:

1. Logística de suprimentos

Tem por objetivo diminuir as despesas com produção, comercialização e matéria-prima, gerenciando desde as cargas que serão transportadas até prazos e estratégias para manter a produtividade em alta. É um ciclo constante que envolve planejamento, execução, gestão de armazenagem e movimentações de suprimentos.

2. Logística de apoio à produção agropecuária

Consiste nos esforços voltados ao alinhamento entre as operações de armazenagem e a produção agropecuária, a fim de garantir a disponibilidade ideal de produtos em todas as épocas do ano, contribuindo para que os produtores rurais possam aproveitar todas as oportunidades de negócios, sem prejuízos, sobras ou falta de insumos.

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3. Logística de distribuição

Por serem produtos perecíveis, frágeis e sazonais conforme a colheita, essa parte da logística trata de atender as necessidades específicas de cada item, como o transporte e armazenamento ideais, considerando quesitos como temperatura e umidade dos ambientes, manejo e embalagens adequadas, etc.

Como superar os principais desafios da logística agropecuária

Algumas estratégias podem contribuir para melhorar a eficiência da logística no setor, como:

  • A construção de armazéns e silos para estocagem;
  • Automatização de processos;
  • Uso de tecnologias voltadas para o campo;
  • Investimento em capacitação dos profissionais;
  • Melhora na infraestrutura de rodovias e portos;
  • Multimodalidade de transportes, como ferroviário, hidroviário e outros meios, como carros e caminhões que podem ser adquiridos em um leilão de veículos para baratear os custos.

Fonte: Conversion

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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