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Logística Destaca-se como Pilar Estratégico no Agro World Forum

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A logística, um dos processos mais complexos e essenciais para o agronegócio, foi amplamente debatida na edição de 2024 do Agro World Fórum, realizado em São Paulo nesta quinta-feira, 1º de agosto. O evento reuniu autoridades do setor para discutir temas cruciais como sustentabilidade, financiamento e inovação.

A Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA) organizou o painel “Desafios da Logística do Agronegócio”, que foi conduzido pelo presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos. O painel contou com a participação de especialistas renomados, incluindo Claudemir Oliveira, Diretor Global de Logística e Operações Internacionais da Citrosuco; Rafael Vieira, Consultor Especialista em Supply Chain do Agronegócio; Fabrício Orrigo, Diretor de Produtos para Agro e Otimização Logística da TOTVS; e Rodrigo Koele, CEO da Strada.

Claudemir Oliveira ressaltou a importância e os desafios do processo logístico no agronegócio. “O papel da logística é fundamental e desafiador, pois envolve a manutenção da qualidade dos produtos durante todas as etapas operacionais, desde o transporte até o armazenamento. Na Citrosuco, investimos em tecnologia para monitorar todo o processo, o que aumenta a eficiência e melhora o controle da cadeia produtiva”, explicou.

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Rafael Vieira abordou as dificuldades que surgem desde as etapas iniciais do processo de distribuição. “Os desafios começam com a educação, conhecimento técnico e capacitação das pessoas. É crucial avançar em investimentos em infraestrutura e adotar tecnologias voltadas para o planejamento e as operações logísticas. A solução envolve o uso de Inteligência Artificial e Machine Learning para uma gestão integrada e colaborativa, envolvendo todos os agentes do agronegócio e buscando a melhoria da produtividade em toda a cadeia de abastecimento”, observou.

Fabrício Orrigo discutiu a evolução da logística no agronegócio, destacando seu papel estratégico. “A logística evoluiu de uma função meramente operacional para uma área estratégica que pode definir a rentabilidade das operações. É essencial ter uma estrutura de supply chain que suporte a logística de abastecimento, a intralogística da produção e a logística da entrega do produto final. A aplicação de tecnologias especializadas é fundamental para atender a todas as etapas do processo”, afirmou.

Ricardo Nicodemos, mediador do painel, fez um balanço positivo do debate. “A logística é um conceito amplo que engloba planejamento, compras, armazenagem, transporte e distribuição. É um dos ‘4Ps do Marketing’ de Philip Kotler e, ao longo do tempo, passou a ser uma área estratégica no agronegócio, fundamental para a definição da rentabilidade das operações. O fórum destacou como a logística é crucial para o setor”, concluiu Nicodemos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais avançam com tecnologia chinesa, enquanto Ibovespa opera sob pressão de tensões geopolíticas e tarifas dos EUA

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Os mercados financeiros iniciaram esta terça-feira (2) divididos entre o otimismo gerado pelo avanço das empresas de tecnologia e inteligência artificial na Ásia e a cautela provocada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos.

Na China, os principais índices acionários encerraram o pregão em alta. O índice de Xangai avançou 0,4%, enquanto o CSI 300 registrou valorização de 1,5%, refletindo o fortalecimento das ações ligadas à inovação tecnológica e ao setor de inteligência artificial.

O destaque da sessão ficou para Hong Kong, onde o índice Hang Seng disparou 2,5%, impulsionado principalmente pela forte valorização da Tencent. As ações da gigante chinesa saltaram mais de 10% após notícias sobre o desenvolvimento de uma nova ferramenta de inteligência artificial integrada ao WeChat, plataforma com centenas de milhões de usuários.

Tensões entre EUA e Irã mantêm investidores em alerta

Apesar do bom desempenho das bolsas asiáticas, o cenário internacional continua marcado pela aversão ao risco.

Os investidores acompanham com atenção o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após a interrupção das negociações indiretas entre os dois países e a troca de novas ameaças diplomáticas e militares. O conflito tem provocado volatilidade nos mercados globais e sustentado os preços internacionais do petróleo em patamares elevados.

Além do Oriente Médio, o mercado segue monitorando os desdobramentos das políticas comerciais americanas e possíveis novas tarifas de importação que podem impactar fluxos globais de comércio e crescimento econômico.

Ibovespa busca estabilidade após sequência de quedas

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão próximo da estabilidade, operando na faixa dos 172 mil pontos, após encerrar a sessão anterior no menor nível desde janeiro. O mercado doméstico continua refletindo o ambiente de cautela observado no exterior, especialmente diante do cenário geopolítico e das incertezas sobre a economia global.

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Na segunda-feira (1º), o principal índice da B3 fechou em queda de 0,91%, aos 172.197 pontos, acumulando cinco pregões consecutivos de perdas. O movimento foi influenciado principalmente pela realização de lucros, pela pressão sobre ações de mineração e bancos e pelo aumento da busca por ativos considerados mais seguros.

Petrobras lidera negócios e acompanha alta do petróleo

Entre as ações mais negociadas da bolsa brasileira, a Petrobras voltou a ocupar posição de destaque.

Os papéis da estatal são beneficiados pela valorização do petróleo no mercado internacional, sustentada pelas incertezas envolvendo a oferta global da commodity. A companhia aparece como um dos principais fatores de suporte ao Ibovespa neste início de semana.

Já a Vale opera com viés mais cauteloso, acompanhando oscilações do mercado de commodities metálicas e preocupações com o ritmo da atividade econômica global.

No setor financeiro, ações de grandes bancos como Itaú Unibanco e Banco do Brasil apresentam desempenho mais moderado, contribuindo para limitar uma recuperação mais consistente do índice.

Tecnologia e varejo lideram altas na B3

Entre os destaques positivos do pregão, empresas ligadas à tecnologia e ao consumo apresentam desempenho superior ao mercado.

A Totvs figura entre as maiores altas do índice, impulsionada por revisões positivas de instituições financeiras e pela perspectiva de crescimento da demanda por soluções digitais. O setor de varejo também registra avanço, com destaque para as ações da Lojas Renner.

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Na ponta negativa, empresas ligadas à siderurgia, mineração e proteínas animais enfrentam maior pressão dos investidores. Entre os destaques de baixa aparecem CSN e Minerva, refletindo ajustes de mercado e oscilações nas expectativas para demanda global.

Dólar recua e agenda econômica segue no radar

No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a operar próximo de R$ 5,01, mantendo a trajetória de enfraquecimento observada ao longo de 2026.

A valorização do petróleo tem favorecido moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, ajudando a sustentar o real mesmo em um ambiente internacional mais turbulento.

Ao longo do dia, investidores permanecem atentos aos indicadores de inflação da Zona do Euro e aos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, considerados fundamentais para as próximas decisões de política monetária das principais economias do mundo.

Agronegócio acompanha impacto dos mercados globais

Para o agronegócio brasileiro, o comportamento dos mercados internacionais continua sendo um fator estratégico. A evolução do dólar, dos preços das commodities, do petróleo e do ambiente geopolítico influencia diretamente os custos de produção, os preços agrícolas, a competitividade das exportações e o fluxo de investimentos para o setor.

Com a volatilidade global em alta, produtores rurais, exportadores e agentes financeiros seguem monitorando atentamente os desdobramentos econômicos e políticos que podem definir o rumo dos mercados nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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