AGRONEGÓCIO

Limpurb faz manutenção em mais de mil pontos de iluminação em 60 bairros

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), concluiu uma grande operação de manutenção da iluminação pública na região Norte da capital, entre os dias 4 e 8 de agosto. Ao todo, 1.080 pontos luminotécnicos receberam reparos e substituições, superando a meta inicial de mil atendimentos.

A ação iniciou na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), uma das principais vias da cidade, e percorreu aproximadamente 60 bairros e comunidades. O objetivo é eliminar as pendências registradas nos canais de atendimento e ampliar a segurança e o conforto da população.

O trabalho faz parte de um novo cronograma fixo e regionalizado da Limpurb: sempre na primeira semana de cada mês, uma das quatro regiões administrativas de Cuiabá receberá um mutirão de manutenção. Nesta etapa, oito equipes técnicas, compostas por eletricistas capacitados e equipados com todos os EPIs necessários, atuaram tanto no período diurno quanto noturno.

Bairros contemplados

A operação beneficiou moradores de bairros como Altos da Chapada, Altos da Glória, Barreiro Branco, Centro América, Chico Mendes, Lagoa Azul, CPA I, II, III e IV, Jardim Florianópolis, Jardim Vitória, Morada do Ouro, Três Barras, Serra Dourada, Novo Paraíso I e II, Ponte de Ferro, entre outros. Comunidades rurais e assentamentos, como Rio dos Peixes, Vila Formosa e Pequenos Produtores Rurais, também foram incluídos no atendimento.

Leia Também:  Audiência pública nos Estados Unidos avalia hoje práticas comerciais do Brasil

Canais de solicitação
Moradores que ainda não registraram demandas podem entrar em contato com a Limpurb pelos canais exclusivos de iluminação pública:

  • WhatsApp: (65) 9 9318-8761 – enviar foto do local, nome completo, endereço com ponto de referência e localização exata.
  • Telefone: (65) 9 9247-6662.

Com esse modelo de atuação, a Prefeitura de Cuiabá busca reduzir prazos de atendimento e garantir que as ruas e espaços públicos da capital permaneçam bem iluminados, reforçando a sensação de segurança e a qualidade de vida dos moradores.

#PraCegoVer

A imagem mostra um trabalhador utilizando um cesto aéreo hidráulico para fazer a manutenção da iluminação pública.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

Published

on

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

Leia Também:  Agricultura de alta eficiência na Espanha inspira produtores brasileiros a inovar com menos água e mais sustentabilidade

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

Leia Também:  Mercado de trigo trava no Sul do Brasil com impasse de preços e segue pressionado por cenário internacional em Chicago

A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA