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Limpeza de bocas de lobo na Av. Carmindo de Campos alerta contra descarte irregular

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Obras, está realizando uma ação intensiva de limpeza das bocas de lobo na Avenida Carmindo de Campos, para garantir o bom funcionamento do sistema de drenagem urbana e prevenir alagamentos. Durante os trabalhos, que já somam cerca de 27 dias de atuação no local e alcançaram aproximadamente metade da via, foi identificado um grande acúmulo de óleo, terra e lixo compactado, o que dificulta a agilidade do serviço. Diante disso, é necessário o uso de equipamentos de alta pressão, como o canhão hidrojato, para a remoção dos resíduos. Em média, estão sendo retiradas até sete toneladas de resíduos por boca de lobo, evidenciando a gravidade do problema e a dimensão do esforço necessário para manter a Avenida Carmindo de Campos em funcionamento adequado.

Os serviços de limpeza e manutenção já alcançaram todos os bairros de Cuiabá, com 2.500 bocas de lobo desobstruídas.

Em relação à Avenida Carmindo de Campos, o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, ressaltou que o problema se agrava porque a contaminação se ramifica por toda a extensão da rede de drenagem, tornando, em alguns casos, impossível localizar todas as ligações irregulares.

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“As galerias de águas pluviais da região são compostas por manilhas de concreto, que não são projetadas para receber produtos químicos. O despejo irregular de óleo e outros resíduos corrosivos provoca a deterioração da estrutura, atingindo a ferragem interna, causando quebras, abatimentos do solo e obstruções completas da tubulação”, frisou o secretário.

Segundo Reginaldo, situações desse tipo são recorrentes em Cuiabá, especialmente em áreas centrais, como a região do Córrego do Prainha, no bairro Duque de Caxias, e em outros locais, onde frequentemente é necessária a substituição de várias manilhas, em alguns casos até de 15 em um único ponto, devido ao avançado estado de deterioração.

No caso da Avenida Carmindo de Campos, foram identificados indícios de ligações irregulares de água servida, possivelmente provenientes de oficinas mecânicas e postos de combustíveis, diretamente na rede de drenagem pluvial, prática que é proibida por lei.

O correto é que os estabelecimentos realizem o tratamento adequado de seus resíduos, mediante o devido licenciamento junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

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Diante das constatações, a Secretaria Municipal de Obras já oficiou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Secretaria Municipal de Ordem Pública para as providências cabíveis.

É importante destacar que práticas inadequadas por parte de moradores ou estabelecimentos acabam prejudicando não apenas o convívio urbano, mas também impactando diretamente o orçamento do município, que custeia a recuperação e a manutenção das vias.

Ressalta-se que a iniciativa atende a uma determinação do prefeito Abilio Brunini e reforça o compromisso do poder público em executar os serviços essenciais de que a população necessita.

PENALIDADES

Em caso de comprovação, pelos órgãos competentes, de cometimento de crime ambiental, o estabelecimento pode sofrer penalidades que vão desde multa até interdição, além de responder civil e criminalmente.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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