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Chuvas atrasam moagem da Coaf em Pernambuco, mas safra deve repetir volume anterior

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As chuvas intensas dos últimos meses em Pernambuco provocaram dois efeitos distintos sobre a moagem de cana-de-açúcar. De um lado, atrasaram o início das atividades nas usinas. Por outro, afastaram o risco de quebra de safra previsto após o veranico registrado entre abril e maio.

Moagem começa com atraso em Timbaúba

Na Cooperativa dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (Coaf), localizada em Timbaúba, na Zona da Mata Norte, a moagem, que geralmente tem início em meados de agosto, começou apenas nesta semana. Mesmo com o atraso, a expectativa é de processar 900 mil toneladas de cana até janeiro, o mesmo volume registrado na última safra.

Segundo Alexandre Andrade Lima, presidente da Coaf, o resultado só será possível porque a chuva inverteu o cenário pessimista. “Ao invés de redução, deveremos repetir a mesma moagem da última safra, graças à chuva abundante depois do veranico”, afirmou.

Produção de etanol será prioridade

Com o quadro mais favorável, a Coaf projeta aumento na produção de etanol e recorde na fabricação de cachaça. O etanol será priorizado em relação ao açúcar no início da safra, embora ajustes possam ser feitos conforme as cotações internacionais. No entanto, a tendência, segundo Lima, é de que a produção de açúcar seja menor do que na temporada passada.

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Preço da cana pode cair

Mesmo diante da perspectiva de boa moagem, o dirigente alerta para um possível recuo no preço da cana em relação ao ciclo anterior. Entre os fatores que podem pressionar os valores está a redução da ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador que tende a cair em períodos de maior incidência de chuvas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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