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Líderes rurais das américas criam rede para fortalecer territórios e promover desenvolvimento sustentável

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Líderes rurais de diferentes países do continente americano estabeleceram uma rede para impulsionar a cooperação e promover o desenvolvimento social e produtivo das comunidades rurais. A iniciativa, que conta com o suporte técnico do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), visa fortalecer e empoderar os territórios rurais, além de destacar seu papel crucial na segurança alimentar e como guardiões da biodiversidade.

Mais de 40 líderes de 21 países participaram do “Primeiro Encontro de Líderes da Ruralidade das Américas: Fortalecendo a ruralidade por meio da produção sustentável, resiliente e inclusiva”, realizado em São José, na Costa Rica. O evento foi organizado pelo IICA e envolveu intensas jornadas de diálogo e troca de experiências.

O diretor-geral do IICA, Manuel Otero, destacou a importância da rede para manter uma comunicação constante entre os líderes rurais e criar ações concretas para o desenvolvimento dos territórios. “A tarefa agora é transformar esse encontro em uma rede viva, com ações práticas para avançar. Identificamos sete ações de âmbito hemisférico para concretizar essa grande rede, onde os líderes rurais serão os protagonistas”, afirmou Otero.

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As ações da rede abrangem vários temas, incluindo o fomento do cooperativismo, a criação de um selo de agricultura familiar para apoiar a comercialização, a implementação de uma rede de bancos de germoplasma de sementes nativas, e a sistematização de experiências bem-sucedidas na produção de alimentos em condições de escassez hídrica. Outros tópicos discutidos incluíram a digitalização do setor agrícola e estratégias de extensão para as comunidades rurais.

Otero ressaltou que a iniciativa também buscará financiamento para as comunidades rurais por meio de parcerias com instituições como o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe. Ele também planeja apresentar as conquistas do encontro e a criação da rede na próxima reunião do Comitê Executivo do IICA, agendada para julho, em São José.

Além das discussões e apresentações, os líderes participaram de visitas técnicas a zonas produtivas na Costa Rica, onde conheceram inovações em cacau orgânico, açúcar orgânico, caprinocultura sustentável e café, bem como processos de pesquisa aplicada para validar tecnologias agropecuárias e digitais.

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Os líderes que participaram do encontro fazem parte de uma iniciativa do IICA chamada “Alma da Ruralidade”, que reconhece homens e mulheres que fazem a diferença no campo do continente americano, contribuindo para a produção de alimentos saudáveis, bem-estar das comunidades rurais e conservação ambiental. A diversidade de participantes reflete a riqueza da ruralidade, com agricultores familiares, médios produtores, camponeses, integrantes de comunidades indígenas, docentes, estudantes e ativistas por um papel mais proeminente das mulheres e dos jovens na agricultura.

Com a criação desta rede, espera-se que a cooperação entre os países das Américas seja fortalecida, contribuindo para um desenvolvimento rural mais sustentável, inclusivo e resiliente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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