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StoneX apresenta 31ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities com análise dos desafios globais

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A StoneX lança nesta quinta-feira, 10 de abril, a 31ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities, durante um evento online e gratuito que será realizado em dois turnos. A publicação traz uma análise aprofundada sobre os principais mercados agrícolas, energéticos, metálicos e cambiais, sob a ótica dos mais recentes desdobramentos econômicos e geopolíticos que marcam o início de 2025.

O relatório destaca que as transformações recentes no cenário internacional — em especial o recrudescimento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros — trouxeram novos desafios para os mercados de commodities e moedas. A imposição de barreiras às importações e o risco de retaliações tarifárias ampliam o receio de desaceleração da economia global, ao mesmo tempo em que pressionam os índices de inflação.

Além desse contexto macroeconômico adverso, cada setor enfrenta fatores específicos que devem moldar o comportamento dos preços e a dinâmica de oferta e demanda nos próximos meses:

Grãos

A adoção de uma política comercial mais protecionista pelos Estados Unidos aumentou a incerteza nos mercados de soja e milho. Do lado da oferta, o foco se volta para o desempenho das safras na América do Sul e para o avanço do plantio e desenvolvimento das lavouras no Hemisfério Norte.

Fertilizantes

Com o término do período sazonal de compras no Hemisfério Norte, especialmente nos Estados Unidos e na China, espera-se que os preços dos fertilizantes percam força no segundo trimestre. Brasil e Índia, apesar de serem grandes importadores, ainda não exerceram influência significativa sobre os preços, pois concentram suas aquisições no segundo semestre.

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Energia

Apesar do agravamento da situação geopolítica global — com o retorno do conflito em Gaza, ataques dos EUA contra os Houthis no Iêmen e a dificuldade em avançar com o cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia —, o mercado passou a dar maior atenção às novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo americano. O temor de que essas medidas comprometam o crescimento global elevou a cautela quanto à demanda por petróleo bruto e à manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda.

Soft Commodities

A colheita do café no Brasil pode proporcionar certo alívio momentâneo aos preços. No entanto, os impactos de uma safra prejudicada por condições climáticas adversas, somados aos estoques globais reduzidos, mantêm o viés altista. Para o açúcar, o segundo trimestre começa sob fundamentos mistos, com a abertura da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil e a expectativa de um mix mais voltado à produção de açúcar por parte das usinas.

Moedas

As primeiras ações unilaterais do novo governo Trump geraram apreensão quanto a um possível cenário de estagflação nos Estados Unidos, aumentando a aversão ao risco e favorecendo a busca por ativos mais seguros. Apesar disso, a realocação de investimentos e as expectativas de cortes nas taxas de juros americanas podem beneficiar as moedas de economias emergentes.

Metais

O ouro superou a marca simbólica de US$ 3.000 por onça em março, impulsionado pela busca por segurança em meio à instabilidade global. Essa tendência deve continuar sustentando os preços do metal no segundo trimestre. A prata também pode se beneficiar, embora esteja mais vulnerável às oscilações da demanda industrial e às políticas tarifárias. Os metais básicos, por sua vez, enfrentam riscos semelhantes, com a possibilidade de queda nos preços diante de um agravamento da guerra comercial e da desaceleração econômica na China.

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Sobre o evento:

Perspectivas para Commodities (online e gratuito)
  • 📅 Data: Quinta-feira, 10 de abril de 2025
  • 🕘 Manhã: das 9h às 11h — Tópicos: Câmbio, Petróleo e Gás Natural, Clima, Açúcar e Etanol, Algodão e Pecuária
  • 🔗 Inscrição: stonex.link/webinarmanha
  • 🕒 Tarde: das 15h às 17h — Tópicos: Fertilizantes, Soja, Milho, Trigo, Óleos Vegetais, Cacau e Café
  • 🔗 Inscrição: stonex.link/webinartarde
Sobre o relatório

Desenvolvido desde 2015 pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX no Brasil — em colaboração com unidades no Reino Unido, Paraguai, Argentina, China e Estados Unidos —, o Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities apresenta uma visão analítica e global dos principais fatores que impactam os mercados agrícolas, energéticos, metálicos e cambiais no curto prazo.

Comemorando uma década de produção, o relatório reforça o compromisso da StoneX com análises objetivas, abrangentes e fundamentadas. A edição atual estará disponível para download a partir do dia 10 de abril de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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