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Lideranças do Agro Rechaçam Proposta de Taxação das Exportações

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Durante uma missão oficial ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), e a vice-presidente da entidade no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), criticaram setores do Partido dos Trabalhadores (PT) que defendem a implementação de uma taxa transitória sobre as exportações do agronegócio brasileiro.

A proposta, noticiada pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (28), teria como objetivo reduzir a exportação de alimentos, com o intuito de aumentar a oferta no mercado interno e, consequentemente, diminuir os preços dos produtos alimentícios por meio de uma intervenção no setor.

O tema chegou a ser debatido com membros do alto escalão do governo federal. Para Lupion, a ideia representa uma ação “descabida”, que visa apenas prejudicar o setor agropecuário do país. “Estamos em missão no Parlamento Europeu para defender a produção agropecuária sustentável do Brasil e seu papel crucial na segurança alimentar global. Enquanto isso, nos deparamos com setores do PT trabalhando contra o desenvolvimento econômico do país”, criticou o parlamentar.

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A senadora Tereza Cristina também se manifestou contrária à proposta. “Meu Deus do céu, até quando insistirão em seguir na direção errada? Deixem de remar contra o setor e passem a valorizar o agro brasileiro, que desempenha um papel essencial na segurança alimentar”, declarou.

A proposta lembra uma medida semelhante adotada pelo governo de Cristina Kirchner, na Argentina, que resultou em paralisação do setor ruralista, bloqueios de estradas, desabastecimento e aumento da inflação no país vizinho.

Missão Europeia

Lupion e Tereza Cristina representam a FPA em uma agenda internacional que inclui visitas ao Parlamento Europeu e à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). O objetivo é demonstrar o compromisso do Brasil com a responsabilidade social e ambiental na produção agropecuária.

A comitiva brasileira, que inclui representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e diplomatas, percorrerá as cidades de Bruxelas, Roma e Paris, onde manterão encontros com autoridades locais e representantes de organismos internacionais.

“Nosso objetivo é reforçar que o Brasil tem um papel fundamental na segurança alimentar global, alimentando mais de oito bilhões de pessoas. Queremos consolidar o país como o maior produtor de alimentos do mundo, com responsabilidade ambiental”, afirmou Lupion.

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Participação Remota na FAEP

Mesmo em missão internacional, Lupion e Tereza Cristina participaram de forma remota da Assembleia-Geral da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), realizada nesta segunda-feira (27), em Curitiba. O evento contou com a presença de outros deputados federais e mais de cem presidentes e delegados de sindicatos rurais do estado.

Durante o encontro, Lupion alertou para os desafios enfrentados pelo setor agropecuário no Paraná e em outras regiões do Brasil. “Temos um Plano Safra de difícil aceitação, um seguro agrícola ineficiente e altos custos de produção. No entanto, a FPA segue articulada para reagir a essas questões e conta com o trabalho conjunto da FAEP”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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