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Lançamento do Híbrido de Milho Nobre VIP3: Alta Tecnologia para a Safra 2024/25

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No cenário desafiador da agricultura brasileira, onde as podridões de colmo são uma ameaça constante, a Produce apresenta uma solução inovadora: o híbrido de milho Nobre VIP3. Desenvolvido para combater o Pythium aphanidermatum e oferecer excelente qualidade de colmo e raiz, esse novo lançamento já está disponível para a safra 2024/25, prometendo revolucionar o cultivo de milho no país.

Segundo Waldemar D’Arcádia Júnior, pesquisador da Produce, o Nobre VIP3 foi testado em diversas condições de campo, demonstrando adaptabilidade a diferentes ambientes e práticas de manejo. “Este híbrido técnico não só possui alta tolerância ao Pythium, mas também se destaca pelo seu alto potencial produtivo, ciclo precoce e eficiência na absorção de nutrientes”, enfatiza o pesquisador.

Além da resistência a doenças, como as podridões de colmo, o híbrido incorpora a tecnologia VIP3, que protege contra as principais lagartas que afetam a cultura do milho. Esta tecnologia, aliada à tolerância ao glifosato, promove uma proteção ampla e eficaz para o agricultor.

Caroline Afonso Marçal, Coordenadora de Inteligência de Mercado da Produce, destaca que o Nobre VIP3 não só é ideal para a produção de grãos na primeira e segunda safras, mas também para agricultores que buscam maximizar a produtividade ao longo do ano. “Este híbrido oferece características como adaptabilidade a diferentes ambientes, resistência ao acamamento e stay-green prolongado, permitindo uma colheita mais eficiente e sustentável”, explica Caroline.

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Desenvolvido e comercializado exclusivamente pela Produce, o Nobre VIP3 representa não apenas um avanço tecnológico, mas também um novo modelo de negócios voltado para a venda direta da indústria ao agricultor. Guilherme Trotta, cofundador da empresa, ressalta a importância desse modelo que proporciona preços mais acessíveis e suporte técnico especializado. “Estamos comprometidos em levar as melhores tecnologias agrícolas diretamente aos produtores, apoiados por uma rede extensa de consultores capacitados”, destaca Trotta.

Com mais de 600 produtos em seu portfólio e um crescimento exponencial na comercialização de insumos agropecuários, a Produce reafirma seu papel como líder em inovação e suporte ao agricultor brasileiro, impulsionando o setor com soluções eficientes e acessíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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