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JBS: Teste revela que biodiesel 100% (B100) tem rendimento equivalente ao diesel fóssil

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A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, reafirma seu compromisso com a redução da pegada de carbono dos seus negócios e apresenta os resultados da primeira etapa de testes no projeto para uso de biodiesel 100% (B100) em sua frota de caminhões. Nos últimos seis meses, um caminhão DAF 530, da montadora holandesa DAF, foi utilizado pela JBS Transportadora na rota logística entre Lins (SP) e o porto de Santos, no litoral paulista, e abastecido exclusivamente com o biodiesel produzido pela JBS Biodiesel. O resultado mostrou que o veículo abastecido com biodiesel 100% (B100) apresentou rendimento equivalente ao diesel e emissão de até 80% menos gás carbônico.

“Foram seis meses de operação e os resultados mostram que o uso do B100 é promissor. Os resultados iniciais evidenciam que a performance do veículo abastecido com biodiesel é equivalente ao utilizado na mesma rota com o diesel convencional, mas com impacto ambiental muito inferior”, explica Alexandre Pereira, diretor comercial da JBS Biodiesel.

O executivo explica que o biodiesel emite até 80% menos gás carbônico do que o diesel fóssil, sendo um combustível mais limpo, biodegradável e altamente eficiente no aspecto ambiental. Além disso, os testes mostraram que ele é um substituto imediato do combustível fóssil e compatível com a tecnologia já existente de motores da indústria automobilística. Ou seja, trata-se de uma opção prática, sustentável e disponível. Esses fatores, entre outros, trazem uma contribuição muito relevante para reduzir as emissões relacionadas ao transporte. “Nosso objetivo é comprovar a qualidade do biodiesel como uma alternativa imediata para descarbonização da matriz energética no transporte brasileiro”, comenta Pereira.

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Desde o início do teste, em julho de 2023, o caminhão percorreu o total de 59.938 km, transportando mais de 3,2 mil toneladas de produtos fabricados no polo industrial da JBS em Lins. No total, foram cerca de 35 mil litros de biocombustível B100 consumidos. Durante essa fase, os testes periódicos de percepção com os motoristas indicaram performance e desempenho positivos no veículo movido a biodiesel.

“Estamos otimistas em relação ao uso do biodiesel 100% (B100) como uma alternativa segura e de alta qualidade para o uso nos caminhões em larga escala. Os testes mostraram que o biodiesel 100% (B100) tem impacto positivo na performance, desempenho e na preservação de itens importantes do caminhão, como o motor”, afirma Armando Volpe, diretor da JBS Transportadora.

Expansão dos biocombustíveis no Brasil

O teste com B100 na frota de caminhões está em linha com o movimento de expansão dos biocombustíveis na matriz de transportes do Brasil. Em dezembro de 2023, o governo federal anunciou que a mistura do biodiesel no diesel passará de 12% para 14% a partir de março deste ano, com previsão de chegar a 15% até 2025. Além disso, no fim do ano passado, o Executivo Federal enviou ao Congresso o Projeto de Lei do Combustível do Futuro, que tem como principal objetivo estimular o avanço dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.

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Com unidades localizadas em Lins, Mafra (SC) e Campo Verde (MT), a JBS Biodiesel é uma das cinco maiores produtoras de biodiesel do Brasil, sendo líder na produção do biocombustível a partir de resíduos das cadeias de produção de bovinos, suínos e aves. Atualmente, a capacidade instalada da Companhia é de cerca de 785 milhões de litros por ano, montante que equivale a pouco mais de 10% do volume de 7,3 bilhões de litros de biocombustível produzidos em 2023, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: JBS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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