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JBS Investe R$ 570 Milhões em Três Novas Fábricas de Ração para Impulsionar Crescimento da Seara

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A JBS está concluindo um investimento significativo de R$ 570 milhões na construção de três novas fábricas de ração, localizadas estrategicamente nas cidades de Seberi (RS), Santo Inácio (PR) e Itaiópolis (SC), todas situadas na região Sul do Brasil. Esses investimentos visam adequar o fornecimento de insumos à crescente capacidade produtiva da Seara, que passou por uma expansão substancial nos últimos anos, como parte do plano de investimentos da empresa.

No total, essas unidades representam um aumento superior a 1 milhão de toneladas/ano na produção de ração da Seara, fortalecendo a capacidade produtiva nos segmentos de aves e suínos. Além disso, mais de 300 postos de trabalho estão sendo criados com o início das operações dessas fábricas.

João Campos, presidente da Seara, destaca: “As novas fábricas são equipadas com o que há de mais moderno em automação e dispõem da mais alta tecnologia disponível para a produção dos insumos. Esses investimentos demonstram nosso esforço contínuo para a ampliação da nossa capacidade de produção. Ao fortalecermos a nossa presença nessas cidades, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento socioeconômico das regiões em que operamos.”

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Detalhamento dos Investimentos:

  • Santo Inácio (PR):
    • Investimento: R$ 145 milhões
    • Área Construída: 11,3 mil metros quadrados
    • Geração de Empregos: 80 novas vagas
    • Abastecerá capacidade de processamento em Rolândia, Santo Inácio e Jaguapitã.
  • Itaiópolis (SC):
    • Investimento: R$ 194 milhões
    • Complexo com duas fábricas: ração e premix
    • Área Construída: 13,8 mil metros quadrados
    • Geração de Empregos: 120 novas vagas
    • Previsão de Entrega: Março de 2024
  • Seberi (RS):
    • Investimento: R$ 230 milhões
    • Estratégica para otimizar entregas, reduzir custos logísticos e fidelizar fornecedores
    • Geração de Empregos: Até 110 empregos diretos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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