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IPCF de abril sobe 5% e alerta para riscos logísticos diante da alta nos preços dos fertilizantes

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O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) de abril de 2025 fechou em 1,13, apresentando aumento de 5% em relação a março. O índice reflete o equilíbrio entre a queda nos preços das commodities agrícolas e a alta nos valores dos fertilizantes. A variação cambial teve impacto mínimo, devido à estabilidade do dólar no período. Esse cenário indica a necessidade de uma análise cuidadosa para o momento de compra, já que o crescimento do mercado de fertilizantes em 2025 pode enfrentar desafios logísticos que afetem as entregas, especialmente para quem adiar a decisão.

Queda nos preços médios das commodities em abril

Em abril, o preço médio das commodities caiu 1%, puxado pelas reduções de 0,7% na soja, 4% no milho e 1% na cana-de-açúcar. Esses movimentos acompanham o período de plantio da soja e milho nos Estados Unidos, que traz boas expectativas para a nova safra. Além disso, o fim da colheita da soja no Brasil mantém alta oferta de grãos no mercado. As perspectivas positivas para o início da colheita da safrinha brasileira também contribuem para a retração nos preços.

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Alta nos preços das matérias-primas para fertilizantes

Apesar da queda nas commodities, o preço das matérias-primas usadas em fertilizantes subiu cerca de 4% em abril. Destacam-se aumentos em fosfato (6%), superfosfato simples (5%) e cloreto de potássio (4%), enquanto a ureia teve leve queda de 1%. O dólar valorizou-se 1% no mês, porém com menor volatilidade, oferecendo um ambiente cambial mais estável. A oferta global restrita de fósforo, mantida pela demanda ativa da Índia, sustenta os preços. Já a demanda forte por potássio mantém o mercado pressionado. A queda na ureia está relacionada a rumores não confirmados sobre possível retomada das exportações da China ainda em 2025.

Perspectivas do mercado agrícola e desafios futuros

O mercado permanece atento ao desenvolvimento do plantio da soja e milho nos Estados Unidos, monitorando as condições climáticas que podem afetar a produtividade. No Brasil, a segunda safra também apresenta bom desempenho. Essas variáveis, somadas às discussões tarifárias internacionais e ao comportamento dos preços das commodities e insumos agrícolas, são pontos críticos para os agentes do setor, com potencial impacto no IPCF nos próximos meses.

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O que é o IPCF?

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF), divulgado mensalmente pela Mosaic, mede a relação entre os preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas. Baseado no ano de 2017, quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca para os produtores. O IPCF considera as principais culturas brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol (cana-de-açúcar) e algodão.

Metodologia de cálculo do índice
  • Preços dos fertilizantes: obtidos pela consultoria internacional CRU, considerando valores praticados nos portos brasileiros;
  • Preços das commodities: calculados pela média do mercado brasileiro em dólar, com dados da Agência Estado e Cepea;
  • Fertilizantes incluídos: MAP, SSP, ureia e KCL, ponderados conforme o uso nacional;
  • Commodities incluídas: soja, milho, açúcar, etanol e algodão, ponderados pelo consumo de fertilizantes;
  • Câmbio: ponderado em 70% para fertilizantes (custo) e 85% para commodities (receita).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações de carne suína batem recorde histórico em maio e reforçam força do agronegócio brasileiro

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As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo marco em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.

O resultado confirma a forte presença do produto brasileiro no mercado internacional e reforça a competitividade da cadeia suinícola nacional, que vem ampliando sua participação em diversos destinos ao redor do mundo.

Recorde para o mês de maio

Embora o volume exportado tenha ficado 7,5% abaixo do registrado em abril, o desempenho superou em 8,8% os embarques realizados em maio de 2025, consolidando um novo recorde histórico para o período.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado demonstra a capacidade do setor de manter um fluxo consistente de vendas externas, mesmo diante das oscilações naturais da demanda global.

Exportações seguem sustentando o mercado

O Cepea destaca que os embarques brasileiros de carne suína têm apresentado desempenho sólido ao longo de 2026. Apesar de recuos pontuais em alguns meses, o volume exportado continua registrando crescimento na comparação com o ano anterior.

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Esse cenário reflete os esforços da cadeia produtiva para ampliar mercados e fortalecer a presença da proteína brasileira no comércio internacional, estratégia que tem sido fundamental especialmente durante o primeiro semestre, período em que a demanda externa costuma ser mais moderada.

Competitividade brasileira impulsiona vendas

A expansão das exportações também evidencia a competitividade da suinocultura nacional, apoiada por ganhos de produtividade, avanços sanitários e diversificação dos mercados compradores.

O desempenho das vendas externas contribui para o equilíbrio do mercado interno, oferecendo maior escoamento da produção e ajudando a sustentar a rentabilidade dos produtores em um cenário de desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações dos preços das proteínas.

Perspectivas para 2026

Com os resultados acumulados até agora, o setor mantém expectativas positivas para o restante do ano. A continuidade da abertura de mercados, o fortalecimento das relações comerciais e a crescente demanda por proteína animal em diversos países podem favorecer novos avanços nas exportações brasileiras.

Caso o ritmo de embarques seja mantido nos próximos meses, 2026 poderá consolidar-se como mais um ano de destaque para a carne suína brasileira no mercado global, ampliando a participação do país entre os principais exportadores mundiais da proteína.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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