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Investimentos na Agricultura do Paraná Disparam 344% no Primeiro Semestre de 2024

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Os investimentos em agricultura no Paraná cresceram de forma impressionante no primeiro semestre de 2024, mais do que quadruplicando em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e junho deste ano, o Estado alocou R$ 147,8 milhões no setor, conforme levantamento realizado pela assessoria econômica da Secretaria da Fazenda (Sefa).

Os dados fazem parte do Relatório Resumido de Execução Orçamentária divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e evidenciam um aumento de 344,4% em relação aos investimentos de R$ 33,2 milhões registrados nos primeiros seis meses de 2023. Este crescimento expressivo lidera o aumento geral dos investimentos no semestre, período em que o Paraná alcançou um recorde histórico com R$ 3,3 bilhões empenhados, a maior marca em 24 anos.

Os recursos foram direcionados para diversas ações, incluindo o fortalecimento das cadeias produtivas regionais, a melhoria da trafegabilidade no meio rural, a aquisição de equipamentos e iniciativas voltadas à segurança alimentar. Destaca-se que a maior parte desse montante, R$ 143,2 milhões, foi destinada à ampliação da produção agropecuária, um aumento de 450% em relação ao ano anterior.

Entre os programas beneficiados estão iniciativas da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), como o Banco do Agricultor Paranaense, que subsidia integral ou parcialmente as taxas de juros para produtores, e o Coopera Paraná, que destina recursos para organizações e cooperativas da agricultura familiar.

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O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, enfatiza a importância do agronegócio para a economia paranaense, responsável por cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. “Este investimento visa fortalecer a capacidade de produção de alimentos tanto para o mercado interno quanto externo, impactando diretamente na vida de milhares de famílias”, ressalta Ortigara. “Além disso, representa melhorias significativas para o cotidiano dos paranaenses.”

Outro destaque no primeiro semestre foi o Programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas (Estradas da Integração), voltado à pavimentação de estradas rurais. O Governo do Estado assinou convênios que totalizam mais de R$ 125 milhões para a construção e manutenção de 114,78 quilômetros de estradas em 35 municípios.

Para o secretário da Agricultura e Abastecimento, Natalino Avance de Souza, os investimentos visam tornar o Estado mais sustentável e promover o desenvolvimento econômico e social das regiões rurais. “Estamos buscando tornar a vida do homem do campo mais fácil”, afirma Souza. “O Governo tem demonstrado sensibilidade para com o setor agrícola, atendendo tanto grandes propriedades quanto pequenos agricultores.”

ABASTECIMENTO

Além dos investimentos na agropecuária, o setor de abastecimento também recebeu atenção significativa, com R$ 3,4 milhões empenhados no semestre. Entre os programas relevantes está o Compra Direta Paraná, que adquire alimentos de cooperativas e associações da agricultura familiar para distribuição em instituições da rede socioassistencial do Estado. Convênios para a construção de restaurantes populares em locais como Pato Branco e Campo Mourão também fazem parte dessas iniciativas.

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NOVOS INVESTIMENTOS

O Governo do Paraná está preparando novos investimentos, alocando R$ 300 milhões em créditos do ICMS através do Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred) para estufas, armazenagem e fortalecimento da agroindústria. Além disso, estão previstos mais R$ 300 milhões para investimentos em energias renováveis, com foco em fotovoltaica e biogás.

Essas ações são parte do programa Rota do Progresso, que visa estimular o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida em 80 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Além disso, o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, antecipa um novo programa para agosto, voltado ao incentivo à produção, armazenamento e uso da água na agricultura, com foco em irrigação. “Esse programa está alinhado com a produção rural, a geração de oportunidades nas agroindústrias e o movimento da economia”, conclui Ortigara.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica

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Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.

Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional

O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.

Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.

Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.

Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor

Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.

Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.

Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.

“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.

Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira

Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.

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O avanço é explicado por fatores como:

  • Alta produtividade por hectare
  • Maior resistência ao calor e à seca
  • Menor custo de produção
  • Crescente demanda industrial

“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.

Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica

Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.

  • Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
  • Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)

Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.

Nova configuração da cafeicultura brasileira

Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.

Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.

“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.

Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas

O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.

O arábica se concentra principalmente em:

  • Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
  • São Paulo
  • Paraná
  • Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
  • Já o robusta tem forte presença em:
  • Espírito Santo (maior produtor nacional)
  • Rondônia
  • Expansão na Bahia e Mato Grosso
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Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.

Café robusta atende demanda crescente da indústria global

O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:

  • Café solúvel
  • Cápsulas
  • Blends comerciais

Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.

Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade

No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.

Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:

  • 75% a 80% foram de arábica
  • 20% a 25% foram de robusta

Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro

Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.

Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.

“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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