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Investimentos em etanol de milho ganham destaque no brasil com projeção de crescimento

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Tradicionalmente focado na cana-de-açúcar para a produção de etanol, o Brasil vê um crescente interesse de investidores, antigos e novos, impulsionando a participação do biocombustível derivado do milho no mercado. Anúncios de novas usinas surgem por todo o país, marcando uma mudança significativa no cenário de produção de biocombustíveis.

O grupo sucroalcooleiro Colombo, dono da marca Caravelas, encerrou a moagem da safra 2023/24 com um volume recorde, ultrapassando 12 milhões de toneladas de cana processadas. Essa expansão, aliada a outros projetos em andamento, levanta projeções otimistas de crescimento para o setor, com previsão de aumento de mais de 20% no faturamento em relação à safra passada.

A mudança para o milho como matéria-prima para a produção de etanol é impulsionada pela maior competitividade dessa alternativa em comparação com o etanol de cana. Empresas como São Martinho, Cerradinho e Pindorama estão investindo em novas unidades de processamento de milho para alavancar suas operações.

A disponibilidade ampla e de baixo custo do milho, especialmente na “safrinha”, tem incentivado a expansão desse tipo de produção. Apesar dos desafios, como a necessidade de garantir biomassa para a produção de energia, a rápida taxa de retorno do investimento em projetos de milho torna essa mudança ainda mais atrativa para os investidores.

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A projeção para o setor de etanol de milho é ambiciosa, esperando atingir 10 milhões de m³ até a safra 2030-31, representando mais de 20% do mercado brasileiro de combustíveis. Para a temporada 2023-24, estima-se um processamento de 6 milhões de m³, um aumento de 37% em relação à temporada anterior. A expansão do etanol de milho também pode alterar dinâmicas de trading durante a entressafra, proporcionando maior flexibilidade no armazenamento e produção contínua ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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