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Investimento estrangeiro no Brasil atinge US$ 74,3 bilhões até outubro e já supera total de 2024

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Brasil supera desempenho de 2024 com forte entrada de capital estrangeiro

Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil atingiram US$ 74,3 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, ultrapassando o volume total registrado durante todo o ano de 2024, que havia somado US$ 74,1 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (25).

O desempenho expressivo reforça o apetite internacional por investimentos no país, que vem se destacando entre as principais economias emergentes. Somente em outubro, o ingresso de capital estrangeiro somou US$ 10,9 bilhões, um crescimento de 64% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 6,7 bilhões).

IED acumula US$ 80,1 bilhões em 12 meses e deve bater recorde histórico

Nos últimos 12 meses, o Brasil registrou US$ 80,1 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, alta de 9,8% frente ao acumulado de setembro, que foi de US$ 72,9 bilhões.

De acordo com o Banco Central, o resultado coloca o país entre os principais destinos de capital produtivo no mundo, indicando que 2025 poderá encerrar com um dos maiores volumes da série histórica, iniciada em 1995.

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Alckmin destaca crescimento com responsabilidade e previsibilidade

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, comemorou o resultado e destacou que os números confirmam o crescimento econômico responsável e sustentável que o governo federal busca consolidar.

“Tudo caminha para que tenhamos, em 2025, um dos melhores resultados da série histórica do Banco Central. Esse desempenho mostra que o Brasil está no caminho certo, promovendo crescimento com responsabilidade e programas consistentes, como a Nova Indústria Brasil (NIB)”, afirmou Alckmin.

O ministro também ressaltou que a segurança jurídica e a estabilidade institucional são fatores fundamentais para atrair investidores estrangeiros.

“O ambiente de previsibilidade e confiança tem sido um diferencial para o Brasil se consolidar como destino estratégico de investimentos globais”, completou.

Brasil se consolida entre os líderes em atratividade global de capital produtivo

Segundo o Banco Central, apenas quatro vezes na história recente o país ultrapassou a marca de US$ 80 bilhões em investimentos estrangeiros diretos: nos anos de 2010, 2011, 2012 e 2014.

Com o desempenho acumulado até outubro, o Brasil retoma posição de destaque no fluxo global de capitais produtivos, fortalecendo sua imagem como ambiente confiável para negócios de longo prazo.

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Os dados detalhados podem ser consultados na plataforma InvestVis, ferramenta criada pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e disponível no site do MDIC.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova cebola da Embrapa reduz riscos do cultivo no verão e pode elevar produtividade no Cerrado

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A Embrapa lançou uma nova cultivar de cebola desenvolvida especialmente para enfrentar os desafios do cultivo durante o verão brasileiro. Batizada de BRS Belatriz, a variedade híbrida foi criada para suportar altas temperaturas, excesso de umidade e pressão de doenças típicas do período chuvoso, cenário considerado de alto risco para a produção da hortaliça.

O lançamento oficial da nova cultivar ocorre durante a AgroBrasília 2026, realizada entre os dias 19 e 23 de maio, no Distrito Federal.

Cultivo de verão exige maior resistência da cebola

Tradicionalmente, a cebola é cultivada no inverno, período em que as temperaturas mais amenas favorecem o desenvolvimento dos bulbos e reduzem a incidência de doenças.

No verão, porém, o cenário muda significativamente. O calor elevado e os dias mais longos aceleram o processo de bulbificação, reduzindo o tamanho comercial das cebolas e comprometendo a produtividade da lavoura. Além disso, o ambiente quente e úmido favorece o avanço de doenças severas.

Foi justamente para enfrentar essas limitações que a Embrapa desenvolveu a BRS Belatriz.

Nova cultivar suporta calor acima de 33°C

Segundo os pesquisadores, a nova cebola mantém desenvolvimento adequado mesmo em temperaturas superiores a 33°C, consideradas críticas para a cultura.

Um dos principais diferenciais da cultivar é a resistência à bulbificação precoce sob calor intenso, fator que permite a formação de bulbos com padrão comercial adequado mesmo em condições climáticas adversas.

De acordo com o agrônomo Valter Oliveira, responsável pelo desenvolvimento da cultivar, produtores já realizavam o cultivo nesse período, mas utilizavam materiais genéticos voltados ao inverno, o que aumentava significativamente os riscos produtivos.

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Resistência a doenças fortalece segurança da lavoura

Além da adaptação ao calor, a BRS Belatriz apresenta resistência moderada a importantes doenças da cebola, especialmente em áreas de Cerrado.

Entre elas estão:

  • Queima foliar bacteriana
  • Antracnose
  • Mancha-púrpura
  • Raiz rosada

A cultivar também apresenta tolerância ao nematoide-das-galhas, problema que pode comprometer seriamente o desenvolvimento das plantas.

Segundo a Embrapa, em condições favoráveis de manejo, a produtividade pode alcançar cerca de 70 toneladas por hectare, com predominância de bulbos das classes 3 e 4, consideradas as mais valorizadas no mercado atacadista e varejista.

Mercado valoriza qualidade e pungência da nova cebola

A BRS Belatriz pertence ao grupo das cebolas amarelas de ciclo precoce destinadas ao consumo fresco, segmento responsável pela maior parte do consumo mundial da hortaliça.

Os bulbos apresentam formato arredondado, boa uniformidade de maturação e pungência mais elevada — característica relacionada ao sabor mais intenso da cebola, bastante valorizado pelo consumidor brasileiro.

Pesquisa focou adaptação ao Cerrado e produção nacional

O programa de melhoramento genético da cebola híbrida da Embrapa começou a ser reestruturado no início dos anos 2000.

Inicialmente, os trabalhos eram concentrados em materiais voltados ao cultivo de inverno, segmento historicamente dominado por empresas multinacionais.

Com o avanço das pesquisas, os cientistas identificaram no cultivo de verão uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento de cultivares nacionais mais adaptadas às condições brasileiras.

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O projeto reuniu centenas de combinações híbridas, cruzando linhagens nacionais e materiais estrangeiros em busca de produtividade, resistência a doenças, adaptação ao calor e qualidade comercial.

Os primeiros testes em áreas comerciais começaram em 2018 e mostraram desempenho superior da linhagem que deu origem à BRS Belatriz, principalmente sob elevada pressão de doenças.

Produção no verão pode reduzir dependência de importações

O cultivo de cebola no verão ocorre principalmente entre dezembro e janeiro, com colheita concentrada a partir de maio.

Nesse período, a oferta proveniente da região Sul do Brasil costuma diminuir, abrindo espaço para melhores preços no mercado interno.

Segundo a Embrapa, o fortalecimento da produção nacional nessa janela pode contribuir para reduzir oscilações de oferta e diminuir a dependência de cebolas importadas, especialmente da Argentina.

Manejo ainda exige atenção do produtor

Apesar dos avanços da nova cultivar, os pesquisadores ressaltam que o cultivo de verão continua sendo uma atividade de maior risco e altamente dependente das condições climáticas.

Chuvas excessivas ainda podem comprometer a emergência das plantas, aumentar a incidência de doenças e elevar os custos de manejo.

Por isso, os testes com produtores continuam em andamento para aperfeiçoar recomendações técnicas, principalmente relacionadas à adubação nitrogenada e ao manejo fitossanitário da nova cultivar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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