AGRONEGÓCIO

Investimento em Nutrição do Solo Impulsiona Produção de Fumo

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O fumo, cultivado no Brasil desde o século XVI, representa uma parte significativa das exportações do agronegócio nacional. Com o país consolidado como o maior exportador global de tabaco, a busca pela maximização da produtividade se torna um objetivo crucial para os produtores, especialmente nas regiões do Sul do país, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde a produção é mais concentrada.

Inovação na Nutrição do Solo

Em meio ao desafio de aumentar a produtividade sem expandir as áreas de cultivo, os produtores estão investindo cada vez mais em práticas de conservação e nutrição do solo. Essa abordagem visa não apenas a sustentabilidade da atividade, mas também a otimização dos índices de produtividade e rentabilidade da cultura do fumo.

Resultados Tangíveis

Exemplo desse investimento é o produtor Ademar José Tiscoski, de Forquilhinha, Santa Catarina, que viu sua produção de tabaco aumentar significativamente com o uso de fertilizantes minerais mistos. A adoção desses fertilizantes resultou em um salto na produtividade, demonstrando os benefícios tangíveis dessa prática.

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Tecnologia Nacional

Os fertilizantes minerais utilizados, como o SKBmaxi, desenvolvido pela empresa catarinense MaxiSolo, oferecem uma solução eficaz e totalmente solúvel em água. Além disso, pesquisadores da MaxiSolo destacam a importância de nutrientes como cálcio, enxofre e boro para equilibrar o solo e garantir uma cultura saudável e bem nutrida.

Avanços na Produção de Mudas

Estudos realizados pela MaxiSolo revelaram melhorias significativas na produção de mudas de fumo com o uso de fertilizantes como o SulfaCal e SulfaBor. Esses fertilizantes promovem um enraizamento mais vigoroso, contribuindo para o desenvolvimento de plantas mais saudáveis e produtivas ao longo do ciclo de cultivo.

Fortalecimento do Sistema Radicular

O SulfaCal e o SulfaBor fortalecem o sistema radicular das plantas, permitindo uma absorção mais eficiente de água e nutrientes do solo. Isso resulta em um crescimento mais vigoroso da cultura do fumo, evidenciando os benefícios econômicos e agronômicos dessas tecnologias.

Diante desses avanços, os produtores de fumo estão cada vez mais conscientes da importância da nutrição do solo como um elemento fundamental para o sucesso da cultura, buscando constantemente novas formas de otimizar sua produção e maximizar sua rentabilidade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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