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IGP-10 recua pelo segundo mês seguido em maio, puxado por queda em matérias-primas

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,01% em maio, marcando o segundo mês consecutivo de retração, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (17). A queda veio contrariando as expectativas do mercado, que previa uma alta de 0,17%, conforme projeção de analistas consultados pela Reuters.

Em 12 meses, índice acumula alta de 7,54%

Mesmo com a leve deflação em maio, o IGP-10 ainda acumula uma alta de 7,54% nos últimos 12 meses, refletindo a variação dos preços no atacado, no varejo e na construção civil no período entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Queda do IPA é destaque e reflete baixa nas commodities

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), responsável por 60% do IGP-10 e que mede a variação dos preços no atacado, apresentou queda de 0,17% em maio, após já ter recuado 0,47% em abril.

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a retração foi influenciada por movimentos no mercado internacional, com destaque para:

  • Minério de ferro: -1,74% (após -3,79% em abril);
  • Milho em grão: -5,36% (em abril havia subido 11,64%);
  • Óleo diesel: -6,34% (ante -1,46% em abril).
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Matérias-primas brutas seguem em queda

A queda do IPA também foi impulsionada pelo desempenho negativo do grupo de Matérias-Primas Brutas, que registrou deflação de 1,09% em maio, após já ter recuado 1,0% em abril.

IPC mantém alta de 0,42% com avanço em cinco grupos

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-10, repetiu em maio a alta de 0,42% registrada em abril. Houve aceleração em cinco dos oito grupos analisados:

  • Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,59% para 1,08%;
  • Despesas Diversas: de 0,20% para 1,15%;
  • Habitação: de 0,31% para 0,57%;
  • Vestuário: de 0,02% para 0,66%;
  • Educação, Leitura e Recreação: de -0,69% para -0,45%.

Os destaques individuais foram:

  • Tarifa de eletricidade residencial: alta de 1,61% (após queda de 0,74%);
  • Batata-inglesa: aumento expressivo de 22,97% (após recuo de 0,85%).
INCC tem leve desaceleração em maio

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), que compõe os 10% restantes do IGP-10, subiu 0,43% em maio, levemente abaixo do avanço de 0,45% em abril.

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Metodologia do IGP-10

O IGP-10 é calculado mensalmente pela FGV e leva em conta as variações de preços no atacado (IPA), varejo (IPC) e construção civil (INCC), no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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