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Intensificação do controle da broca do café é essencial na primavera

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Com a chegada da primavera, que traz consigo o aumento da umidade e da temperatura, as plantas de café retomam seu metabolismo normal, preparando-se para uma nova safra. No entanto, essas condições também favorecem a atividade da broca do café (Hypothenemus hampei). O manejo adequado no início das infestações é fundamental para evitar o crescimento de populações críticas durante a colheita.

Além dos inseticidas químicos, os produtos biológicos que contêm o fungo Beauveria bassiana têm se mostrado eficazes no combate à broca do café. A Novonesis, líder mundial em biossoluções, investe em produtos à base desse fungo para o controle da praga. Após a aplicação do fungo, que é diluído em uma solução líquida e pulverizado, a broca entra em contato com o Beauveria, que coloniza o inseto e provoca sua morte, resultando no controle da infestação.

“Em cafezais onde o biodefensivo é aplicado, é comum encontrar brocas mortas pela ação do fungo. Importante ressaltar que o microrganismo não representa nenhum risco à biodiversidade”, explica Ives Murata, Gerente de Serviços Técnicos de Biocontrole da Novonesis. Ele recomenda que, nas lavouras tratadas, a aplicação de agroquímicos deve ser evitada, a menos que a infestação da broca ultrapasse 5% dos frutos bloqueados sem infecção.

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Tecnologia em biocontrole

O uso do fungo Beauveria bassiana tem sido cada vez mais investigado para melhorar sua eficácia. Em colaboração com a Embrapa Floresta, a Novonesis desenvolveu a cepa CG716, que é a única formulada com base em óleo vegetal emulsionado, chamada BoveMax EC. “Este produto oferece facilidade de aplicação e alta compatibilidade com a calda, além de proteger os esporos. Com uma dose de 0,5 litros por hectare (L/ha), essa solução apresenta uma eficiência de controle superior a 70%”, observa Murata.

É importante mencionar que espécies de fungos são frequentemente encontradas associadas a insetos ou em seus habitats, incluindo o solo. A broca do café pode comprometer até 20% do peso do café beneficiado. Em uma saca de 60 quilos (kg), por exemplo, até 12 kg podem ser perdidos devido à ação da praga.

O impacto da praga na produção

A broca do café apresenta uma ação peculiar. Segundo o Consórcio Pesquisa Café, desenvolvido pela Embrapa Café, trata-se de um besouro de pequeno porte, de cor escura brilhante. A fêmea, após a fecundação, perfura o fruto do café e cria uma galeria em seu interior para a postura dos ovos. As larvas que emergem se alimentam das sementes (grãos de café). Os danos mais comuns causados pela praga incluem a queda prematura dos frutos em estágios iniciais e a redução do peso dos grãos, resultando em perda de produtividade.

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Expectativas para a safra 2024

Na safra de 2024, que é marcada por uma alta bienalidade, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de 58,81 milhões de sacas beneficiadas das variedades arábica e conilon. Esse volume representa um aumento de 6,8% ou 3,74 milhões de sacas em comparação com a safra colhida em 2023, além de ser 15,5% ou 7,89 milhões de sacas superior às 50,92 milhões de sacas colhidas em 2022, ano que também registrou uma bienalidade positiva na maioria das regiões produtivas do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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