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Inseticida da Albaugh Recebe Extensão de Registro para Combate à Broca-da-Cana

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O inseticida Porcel®, desenvolvido pela Albaugh, recebeu recentemente uma extensão em seu registro, agora permitindo seu uso no controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), além de seu já reconhecido sucesso no combate à cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata). Considerada uma das principais pragas que afetam a cana-de-açúcar, a broca-da-cana causa danos significativos, como a quebra dos colmos e a redução do crescimento das plantas. As galerias abertas por essa praga também favorecem a entrada de fungos, que provocam a podridão e diminuem o rendimento da matéria-prima.

Nelson Azevedo, diretor de marketing e desenvolvimento da Albaugh, explicou que “a extensão da bula de Porcel® fortalece ainda mais o robusto portfólio da companhia, conferindo ao inseticida um amplo espectro de ação sobre pragas relevantes da cana-de-açúcar”.

Porcel® é um inseticida fisiológico e seletivo, com ação direcionada principalmente às fases de desenvolvimento larval da broca-da-cana, atuando sobre ovos e ninfas. De acordo com a empresa, o produto impede que os insetos jovens completem seu ciclo ao não permitirem que passem de ‘ínstar’, além de reduzir a postura de ovos e a fertilidade das fêmeas.

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A Albaugh também destaca que uma das vantagens do inseticida é a sua baixa carência após a aplicação, que é de apenas 30 dias, em contraste com os 210 dias exigidos por outros produtos. A formulação de Porcel® permite sua aplicação tanto terrestre quanto aérea, sendo seletiva aos polinizadores e aos inimigos naturais importantes para o controle de pragas, como o Cotesia flavipes.

A empresa ressalta ainda que o uso de Porcel® por via aérea no controle da cigarrinha-das-raízes e da broca-da-cana proporciona aos produtores do setor sucroenergético maior conveniência, flexibilidade no planejamento e economia de tempo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

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A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

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Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

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Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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