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Integração Pecuária-Lavoura: Agricultura se torna a nova aliada de criadores em Mato Grosso

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Nos últimos anos, a integração lavoura-pecuária tem ganhado cada vez mais espaço nas fazendas de Mato Grosso, oferecendo uma abordagem inovadora para otimizar a produtividade e a rentabilidade. Tradicionalmente usada para recuperar pastagens degradadas ao converter terras para cultivo de grãos, a técnica agora é aplicada em um novo contexto, onde a agricultura auxilia diretamente a pecuária, proporcionando ganhos significativos para os criadores.

Esse modelo inovador de pecuária-lavoura vai além da simples recuperação de terras. Ele permite que fazendas antes voltadas exclusivamente para a criação de gado adotem a agricultura para melhorar a qualidade do solo e aumentar a produção. A estratégia não só diversifica os negócios como também traz benefícios ambientais e excelentes resultados econômicos.

Um exemplo prático dessa integração será apresentado no dia 10 de maio, durante a terceira etapa do 11º Simpósio Nutripura, que acontece na fazenda São Valentim, em Pontes e Lacerda. A propriedade, operada pelo Grupo Agrolina, que é cliente da Nutripura desde 2013, conta com 1.300 hectares. Há três anos, ela tinha capacidade para 2.500 animais em regime de recria a pasto. Desde então, começou um trabalho de intensificação por meio de planejamento estratégico e adoção de tecnologias inovadoras.

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Hoje, a fazenda São Valentim tem um ciclo completo de produção, com 4.500 animais em 700 hectares de pasto, dos quais uma boa parte recebe adubação. Os outros 600 hectares, áreas mais degradadas, foram convertidos para o plantio de milho, visando a recuperação do solo. Esses números mostram que, com um planejamento cuidadoso e uso eficaz da tecnologia, é possível multiplicar a produtividade em um curto espaço de tempo.

Esse novo modelo de integração entre pecuária e agricultura destaca-se como um caminho promissor para fazendas em busca de eficiência e sustentabilidade. A adoção de lavouras temporárias para recuperação do solo, por exemplo, pode ser uma estratégia valiosa para outras propriedades enfrentarem desafios similares.

O evento em Pontes e Lacerda promete oferecer uma visão aprofundada dessa tendência crescente e inspirar produtores rurais a explorar a integração pecuária-lavoura como uma solução para diversificação, sustentabilidade e ganhos de produtividade. Com essa abordagem, criadores em Mato Grosso mostram que é possível inovar na pecuária, otimizando recursos e aumentando a rentabilidade sem comprometer a qualidade ambiental.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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